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Rússia agrava infeções a um ritmo de 10 mil por dia

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Rússia regista aumento de infeções a um ritmo diário de seis por cento
Rússia regista aumento de infeções a um ritmo diário de seis por cento   -   Direitos de autor  AP Photo/Pavel Golovkin
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Pelo sexto dia consecutivo, a Rússia voltou a ver agravar-se em mais de 10 mil os casos de infeção no país. Foram, aliás, mais de 11 mil na véspera.

A manter este ritmo diário de seis por cento, dentro de dois dias a Rússia poderá passar dos duzentos mil casos confirmados desde o início da pandemia.

A larga maioria dos infetados encontra-se em Moscovo, onde o presidente da câmara cita algumas estimativas epidemiológicas que sugerem poderem vir a haver só na capital russa até trezentas mil pessoas infetadas.

Sergei Sobyanin destaca o facto de a região estar a realizar muitos testes e prevê que infeções venham a afetar até 2,5 por cento dos habitantes moscovitas.

"Quanto mais rápido diagnosticamos as pessoas infetadas, mais rápido as registamos, as colocamos em quarentena e as começamos a tratar, se precisarem de assistência médica, evitando que depois tenham de ir para o hospital num estado mais grave", defendeu o autarca de Moscovo.

Só na região da capital russa já morreram quase 1.000 pessoas com Covid-19. No resto do país, de acordo com os dados oficiais registados, houve mais 800 fatalidades no âmbito da epidemia. Os dados reais deverão ser muito superiores tal como em todos os outros países.

75 anos do Dia da Vitória sem grandes festas

No Reino Unido, arrancaram as celebrações dos 75 anos do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Muitos dos eventos previstos, foram cancelados devido à epidemia, mas há muitas pessoas e entidades que insistem em celebrar esta efeméride histórica apesar das medidas de confinamento.

No domingo, o governo de Boris Johnson deve anunciar as medidas para o anunciado progressivo desconfinamento a partir de segunda-feira.

Também em França se celebra a vitória contra os nazis de forma discreta devido ao novo coronavírus.

Dividido em dois pelas cores verde e vermelha para cada uma das regiões mediante o nível de risco, França ultima os detalhes para o início do desconfinamento progressivo marcado igualmente para segunda-feira.

Madrid ameaça conflito político

Em Espanha, a polémica foca-se na região de Madrid, onde tem grande peso a oposição do Partido Popular, liderado por Pablo Casado.

Na segunda-feira, o governo socialista de Pedro Sanchez vai permitir à maioria das regiões passar à chamada fase 1 do processo de desconfinamento, na qual já se vão permitir ajuntamentos até dez pessoas, a abertura de algumas esplanadas e de mercados ao ar livre

Madrid, epicentro da epidemia no país com quase 70 mil infeções e mais de 15 mil mortos, pediu para também ser incluída nessa nova etapa.

No entanto, o Ministério da Saúde considera óbvio não haver ainda condições para permitir a Madrid passar à fase 1.

De acordo com o jornal El País, o executivo deve rejeitar as pretensões dos madrilenos, que, para já, apenas podem sair de casa para serviços básicos ou para cumprir exercício de forma individual e em períodos específicos.

Tal como acontece, e assim se vai manter também, nas regiões de Castela e Leão, e na Catalunha.

Cidades como Girona, Lleida ou Barcelona vão continuar na fase zero pelo menos mais duas semanas.