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Europa já sofreu mais de 150 mil mortos infetados pela Covid-19

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Operários de uma fábrica italiana trabalham de máscara devido à Covid-19
Operários de uma fábrica italiana trabalham de máscara devido à Covid-19   -   Direitos de autor  AP Photo/Antonio Calanni
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Com o balanço de mortes associadas à Covid-19 a ultrapassar esta quinta-feira a fasquia das 150 mil em toda a Europa, os diversos países do continente continuam a avançar, cada qual, com a respetiva estratégia, rumo ao "novo" normal, no convívio com este novo coronavírus.

No Reino Unido, Boris Johnson regressou ambicioso ao parlamento, na quarta-feira, manifestando o desejo de duplicar o objetivo do país na realização de testes diários à Covid-19.

De 100 mil por dia, que o país ainda não está conseguir, o primeiro-ministro britânico espera passar aos 200 mil testes diários até ao final de maio.

A oposição e o setor médico desacreditam esse objetivo, sublinhando o facto de apenas por dois dias as autoridades de saúde terem registado mais de 100 mil testes e de já não chegarem sequer aos 80 mil há quatro dias consecutivos.

No primeiro frente-a-frente parlamentar com o novo líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, eleito sucessor de Jeremy Corbyn no início de abril, Johnson foi muito pressionado e deixou transparecer o desconforto da falta de apoio físico na bancada conservadora.

Recuperado recentemente de uma infeção pela Covid-19, Johnson não foi tão incisivo como noutros debates na Câmara dos Comuns, mas não deixou de apontar o rumo do Governo ao desconfinamento.

"Não tenho quaisquer dúvidas de que aquilo que as pessoas deste país querem de nós é continuar a suprimir a doença e começar a trabalhar em recolocar de pé a economia deste país", afirmou o chefe de Governo, que deverá anunciar até domingo algumas medidas para aliviar o confinamento imposto no Reino Unido desde o final de março.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o Reino Unido tem mais de 170 mil casos ativos de Covid-19, soma mais de 30 mil mortes (é o país europeu mais afetado pelo novo coronavírus) e apenas 934 pessoas recuperadas, num balanço geral de mais de 202 mil casos confirmados.

Também a Alemanha está em processo de relançar a respetiva economia e a chanceler Angela Merkel anunciou quarta-feira um novo protocolo de acompanhamento e reavaliação constante da epidemia no país.

"O que me parece ser crucial é não só termos espaço para uma maior abertura, mas também um protocolo comum. Se alguma coisa acontecer, se as infeções subirem em algum lado, temos um mecanismo de emergência que nos permite não afetar todo o país, mas apenas as regiões afetadas", explicou a chefe de Governo alemã.

Já esta quinta-feira, o Instituto Robert Koch revelou atualização das vítimas da epidemia até às zero horas desta quinta-feira, acrescentando mais 123 mortes e 1284 infeções registadas nas 24 horas anteriores, para um total de mais de mais de sete mil motos e 166 mil infeções confirmadas, incluindo já quase 140 mil pessoas recuperadas da doença.

Em entrevista a uma rádio Deutschlandfunk, já esta quinta-feira, o chefe de gabinete do governo germânico, Helge Braun, avisou: "Não estamos já a viver no pós-pandemia. Estamos, sim, a viver no meio da pandemia e uma que vai estar connosco por algum tempo."

A Rússia é outro dos países europeus mais afetados pela epidemia. As autoridades anunciaram hoje mais 11 mil casos de infeção, um novo recorde diário, e mais 88 mortos em 24 horas.

O desconfinamento progressivo está previsto começar a 11 de maio, mas tudo está ainda dependente do evoluir da epidemia e as medidas de isolamento podem prolongar-se se a crise se agravar.

Em Espanha, a crise estabilizou, mas é ainda preocupante. A fase zero do desconfinamento já começou e a maioria das regiões poderá passar à fase um na próxima segunda-feira, exceto Castela e Leão, e algumas zonas mais populosas da Catalunha, como Barcelona, Girona e Lleida.

A Suécia continua a ser criticada pela passividade com que enfrentou a pandemia e o responsável pela saúde sueca, Anders Tegnell, que decidiu não impor qualquer confinamento no país, assumiu-se agora "surpreendido" pelos quase três mil mortos no âmbito da Covid-19.

Nos Estados Unidos, Donald Trump recuou na intenção manifestada de mitigar a equipa especial anti-coronavírus liderada pelo médico Anthony Fauci depois de receber vários telefonemas a alertá-lo para o perigo dessa decisão em plena crise epidemiológica.

O Presidente dos Estados unidos considera agora a pandemia um ataque à nação pior que o "11 de setembro" e "Pearl Harbour" embora mantenha a intenção de relançar tão breve quanto possível a economia norte-americana.