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Setor da aviação recusa lugares vazios

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Direitos de autor AP Photo/Bernat Armangue
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De  Bruno Sousa
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Operadoras temem pelo futuro se forem obrigadas a reduzir a capacidade e asseguram que o sistema de filtros a bordo garante a segurança dos passageiros

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As autoridades espanholas apresentaram uma queixa contra a Iberia na sequência do voo entre Madrid e Las Palmas, que motivou vários protestos dos passageiros devido ao desrespeito das distâncias de segurança para evitar o contágio de covid-19.

A companhia aérea argumenta que foi cumprida a lei decretada com o Estado de Emergência, que recomenda a separação entre passageiros mas não impõe restrições específicas, e sublinha que existe a bordo um sistema de filtros que garante a renovação do ar e captura partículas que possam transportar o vírus com uma eficácia superior a 99%.

A imposição de lugares vazios é uma possibilidade que o setor da aviação tem combatido ferozmente. Uma reportagem do El Pais refere que um estudo da Associação Internacional de Transportes Aéreos, realizado com uma amostra de 122 operadoras, conclui que apenas quatro sobreviveriam se a medida fosse imposta.

Para tentar minimizar os danos, a Ryainair já anunciou que irá retomar 40% dos voos regulares a partir de junho e assegura que serão cumpridas todas as medidas de segurança.

O futuro do setor passa por Bruxelas, onde esta quarta-feira a Comissão Europeia discute medidas de estímulo, como a possibilidade de trocar o reembolso obrigatório dos voos cancelados por vales de viagem.

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