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Bélgica ensaia a reabertura das escolas

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Bélgica ensaia a reabertura das escolas
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Após dois meses de confinamento, a Bélgica dá os primeiros passos em direção a uma normalidade.

A escola Singelijn em Bruxelas acolhe habitualmente 625 alunos mas esta segunda-feira encontram-se aqui apenas 40.

Três grupos etários regressam às aulas em horários diferentes. A prioridade contudo não é ensinar. Antes de mais, os professores querem ouvir os alunos.

"A primeira coisa que vamos fazer com os estudantes é ouvi-los. Vamos falar do que sentem e entender como é que viveram estes dois meses de confinamento. Vamos tentar habituá-los a esta nova forma de frequentar a escola. Penso que é importante que as crianças vejam os amigosmesmoq ue não possam brincar uns com os outros. Vamos ter que trabalhar de forma diferente. Vamos concentrar-nos no lado auditivo e alguns temas novos mas nada como era no passado", afirma Dominique Paquot, diretor da escola Singelijn em Bruxelas.

A reabertura dos estabelecimentos escolares está sujeita a 150 condições.

O uso de máscara é obrigatório e cabe às escolas fornecerem esses equipamentos.

As classes foram reduzidas em tamanho e os alunos têm que poder lavar as mãos em cada sala. Para os encarregados de educação, a segurança sanitária é a prioridade.

"Durante várias semanas, havia inquietação relativamente às condições sanitárias. A questão da segurança era essencial. Houve muito trabalho de preparação e de informação nas escolas e agora isso começa a dar frutos. Neste momento, as preocupações concentram-se em torno do final do ano escolar e das avaliações", adianta a secretária-geral da Federação das associações de encarregados de educação, Joëlle Lacroix.

Nem todos os estabelecimentos de ensino abriram portas em Bruxelas. Algumas escolas necessitam de tempo suplementar a fim de terminarem os preparativos necessários.