EUA abandonam Tratado dos Céus Abertos e apontam dedo à Rússia

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De  Bruno Sousa
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Donald Trump acusa russos de violarem os termos do acordo, que permitia a realização de voos de reconhecimento militar sobre os territórios dos 35 países signatários

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Os Estados Unidos abandonaram o Tratado dos Céus Abertos, que permitia a realização de voos militares sobre os territórios dos 35 signatários para reforçar as relações de confiança. Na hora de justificar a saída, Donald Trump apontou o dedo na direção do costume e disse que apesar de ter uma relação muito boa com a Rússia, eles não tinham respeitado os termos do tratado e que enquanto isso não acontecesse, estavam fora. Acrescentou, no entanto, que era bastante provável que alcançassem um novo acordo.

Os pormenores foram revelados por Jonathan Hoffman, porta-voz do Pentágono, que assegurou que desde 2017 os EUA tinham detetado "várias violações do tratado pela Rússia, incluindo a imposição de um limite de 500 quilómetros em torno de Kaliningrado, o que reduz a transparência numa zona altamente militarizada".

Para os russos, a saída dos Estados Unidos representa um duro golpe para o sistema de segurança militar da Europa. Como era de prever, Moscovo nega as acusações norte-americanas e contra-ataca, assegurando ter identificado várias violações dos Estados Unidos aos termos do acordo. Apesar da tensão, o Kremlin garante estar disposto a resolver o problema através do diálogo.

O braço de ferro com a Rússia já tinha levado à saída do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio e coloca em causa a renovação do acordo em vigor para a limitação de armas nucleares, e que expira em 2021.

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