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Japão compromete-se com UE a aumentar ajuda para África

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão
Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão   -   Direitos de autor  KIM KYUNG-HOON/AFP
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A cimeira desta terça-feira entre a União Europeia e o Japão, realizada por videoconferência, resultou num compromisso nipónico de aumento da ajuda aos países em desenvolvimento, nomeadamente em África, para fazerem face à pandemia da covid-19.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, comprometeu-se perante os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a "aumentar a sua ajuda a países parceiros, não só a curto prazo, mas também dando apoio a médio-longo prazo para o reforço dos sistemas de saúde e da resposta ao enorme impacto económico da atual crise", segundo um comunicado de imprensa conjunto.

Os destinatários desta ajuda ao combate à pandemia da covid-19, que do lado europeu soma já os 20 mil milhões de euros, são os países em desenvolvimento, em África e noutras regiões.

O Japão e a UE irão ainda acelerar a cooperação na investigação nas áreas da saúde e da ciência, tecnologia e inovação.

No comunicado, a UE e o Japão reiteram que uma futura vacina da covid-19 seja "um bem global comum", que deverá ser acessível a todos a um preço razoável.

A campanha de angariação de fundos promovida pela Comissão Europeia para financiar a investigação de tratamentos e vacina para a covid-19 atingiu 9,5 mil milhões de euros, acima do objetivo inicial de 7,5 mil milhões de euros, sendo que o Japão contribuiu com 762 milhões.