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Trump, teoria da conspiração e Twitter abrem nova polémica nos EUA

Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump, Presidente dos EUA   -   Direitos de autor  MANDEL NGAN/AFP or licensors
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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e a rede social Twitter estão envolvidos numa nova polémica, devido a uma teoria da conspiração amplificada pelas publicações do líder da Casa Branca.

O viúvo de uma mulher no centro de uma teoria da conspiração transmitida por Donald Trump no Twitter apelou ao líder da rede social, Jack Dorsey, para intervir no sentido de apagar as mensagens da conta do Presidente dos EUA, mas sem qualquer efeito até ao momento.

As mensagens de Trump visaram Joe Scarborough, um antigo amigo com quem se incompatibilizou na sequência de comentários públicos marcadamente críticos do presidente norte-americano.

O caso a que o presidente se referiu remonta a julho de 2001. Na altura, Lori Klausutis, uma assistente do Congresso que trabalhava para Joe Scarborough, então deputado republicano, tinha falecido num escritório. A autópsia concluiu que a jovem, de 28 anos, tinha desmaiado após um ataque cardíaco, caindo sobre o canto de uma secretária e fraturando o crânio.

Joe Scarborough, que anunciou a sua demissão do cargo em maio de 2001, mas que só deixou o Congresso em setembro desse ano, prosseguiu a sua carreira nos meios de comunicação social e é agora o anfitrião do programa "Morning Joe", onde critica regularmente o presidente.

Desde então, vários sites e blogs têm mantido a teoria da conspiração de que Klausutis foi assassinada sem quaisquer provas que a sustentem.

No domingo, Donald Trump deu eco a essa história no Twitter: "Penso que há muito mais a dizer sobre esta história? Um caso?".

Desta vez, o viúvo de Lori Klausutis escreveu ao diretor-geral do Twitter, Jack Dorsey, pedindo-lhe que interviesse. A existência da carta, datada da semana passada, foi revelada esta terça-feira.

"Por favor, apague estes tweets", pediuu Klausutis na carta, que foi difundida por vários meios de comunicação social dos EUA. "A minha mulher merece melhor do que isto", acrescentou.

"Peço-lhe que intervenha porque o Presidente dos Estados Unidos se apropriou de algo que não lhe pertence: a memória da minha falecida mulher, e perverteu-a através de cálculos políticos", prosseguiu Timothy Klausutis.

"Lamentamos profundamente a dor que estas declarações e a atenção que têm causado à família", disse um porta-voz do Twitter à AFP.

"Estamos a trabalhar para alargar as características do nosso produto e os nossos regulamentos, de modo a podermos lidar mais eficazmente com questões como esta no futuro", acrescentou, acrescentando que estas mudanças devem ocorrer "rapidamente".

O líder do Twitter, Jack Dorsey, não reagiu publicamente ao pedido na terça-feira e a rede social não retirou ainda os tweets em questão.