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Soldados chegam a Minneapolis com ordem para disparar

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Militares e polícia patrulham as ruas de Minneapolis enquanto vários edifícios ardem, incendiados durante os protestos pela morte de George Floyd
Militares e polícia patrulham as ruas de Minneapolis enquanto vários edifícios ardem, incendiados durante os protestos pela morte de George Floyd   -   Direitos de autor  David Joles/Star Tribune/AP
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Darnella Frazier/AP
Imagem retirada do vídeo onde se vê George Floyd no chão imobilizado pelo políciaDarnella Frazier/AP

Derek Chauvin, o polícia acusado da morte de George Floyd, é acusado de homícidio em terceiro grau. Anúncio feito pelo Procurador do condado de Hennepin, no Minnesota, Estados Unidos. O polícia encontra-se detido e os detalhes da acusação vão ser conhecidos esta tarde.

Nada que acalme a população da capital do Estado. Minneapolis é uma cidade em estado de sítio, depois dos protestos pela morte de George Floyd terem semeado incêndios em vários edifícios. A cidade entrou em convulsão depois da divulgação das imagens da morte do cidadão negro de 46 anos, asfixiado pelo joelho de um polícia enquanto era imobilizado no chão.

A presença de forças de segurança nas ruas aumentou e uma equipa da cadeia de televisão CNN foi mesmo cercada e detida. Não foram apresentadas as razões da detenção, mas o reporter foi entretanto libertado e recebeu um pedido de desculpas formal do governador do Estado do Minnesota.

É mais um sinal da tensão que se vive na cidade agora fortemente patrulhada. Apenas circulam carros das forças de segurança ou dos bombeiros.

De Washington, em vez de apelos à serenidade, vêm mais achas para a fogueira. Donald Trump, diz que os responsáveis pelos desacatos são bandidos e anuncia que enviou o Exército para apoiar o Governador com um aviso: "quando o saque começar, começa o tiroteio".

Twitter via AP
Mensagem sinalizado pelo Twitter por conter apelo à violênciaTwitter via AP

A mensagem foi sinalizada pelo Twitter como uma violação às regras da rede social, por glorificar a violência. A empresa diz ter decido não censurar as palavras do presidente dos Estados Unidos por considerar que têm interesse público.

500 soldados da Guarda Nacional chegaram já a Minneapolis. Juntam-se às centenas de polícias locais e estaduais que marcam presença nas ruas da cidade.

Por todo o país, multiplicam-se as manifestações de condenação à atuação policial.