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Covid-19: Os números e as notícias de quarta-feira, 3 de junho de 2020

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AP Photo   -   Direitos de autor  Rodrigo Abd/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
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A pandemia já fez com que mais de seis milhões de pessoas fossem infetadas em pelo menos 185 países e, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, terá contribuído para mais de 382 mil mortos. O total de recuperados ultrapassa os 3 milhões.

O surto de SARS-CoV-2 terá surgido em dezembro na cidade chinesa de Wuhan e teve o primeiro registo na Europa a 20 em janeiro, em França, no mesmo dia em que agora se admite ter sido também registado o primeiro caso dos EUA.

A pandemia entrou em África, pelo Egito, a 15 de fevereiro, e dez dias depois chegou à América do Sul, pelo Brasil. A pandemia bloqueou a maior parte do mundo desde meados de março.

Atualizações:

21h10 (CET) Amazónia tem mais de 5 mil indígenas infetados

Pelo menos 5.628 indígenas que vivem na floresta amazónica em nove países da América do Sul, incluindo o Brasil, estão infetados e 548 morreram devido à covid-19, refere um levantamento da Rede Eclesial Pan-Amazónica (Repam).

A organização, ligada à Igreja Católica, reúne dados sobre o número de indígenas infetados em todos os países que partilham a maior floresta tropical do mundo (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela) em parceria com a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazónica (Coica).

O último levantamento, com dados até terça-feira, indica ainda que 93 povos indígenas da floresta amazónica já foram afetados pela doença do novo coronavírus.

20h42 (CET) França ultrapassa barreira dos 29 mil mortos

A França registou 81 mortes em hospitais e lares nas últimas 24 horas, aumentando o número de óbitos no país provocados pela pandemia de covid-19 para 29.021.

Desse total, contabilizado desde o passado dia 01 de março, 18.671 mortes ocorreram em hospitais e as restantes 10.350 em casas de repouso e lares de idosos, segundo um comunicado da Direção Geral da Saúde.

Atualmente, 13.514 pessoas estão hospitalizadas com covid-19 e 1.210 delas estão em unidades de cuidados intensivos, pelo que saldo entre entradas e altas mantém-se negativo, com 27 camas a menos ocupadas por pacientes em estado grave.

A França registou até agora 151.677 casos confirmados de covid-19 e 69.455 foram consideradas curadas da doença.

20h31 (CET) Guiné-Bissau pede apoios para relançar economia dos países da CEDEAO

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, pediu a mobilização de apoios adicionais para relançar a economia dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) afetada pela pandemia do novo coronavírus.

"Neste sentido, revela-se importante o apoio da comunidade internacional para a mobilização de recursos adicionais em benefício da região para fazer face aos desafios económicos e sociais que os Estados-membros enfrentam", afirmou Umaro Sissoco Embaló.

20h20 (CET) PR de Cabo Verde pede à população para não facilitar

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, considerou que não se pode “afrouxar”, independentemente do estado em que o país se encontra, pediu responsabilidade e não quer facilitar a vida ao novo coronavírus.

“Não se pode afrouxar, seja qual for o ‘estado’ em que nos encontramos, na determinação e no sentido de responsabilidade na luta contra a epidemia da covid-19, sob pena de sermos forçados a recuar, a dar passos atrás. Não facilitemos a vida ao novo coronavírus”, pediu o chefe de Estado, numa mensagem publicada na sua página oficial na rede social Facebook.

19h57 (CET) Dois mil brasileiros vão participar nos testes da vacina de Oxford

Dois mil brasileiros vão participar nos testes para a vacina contra a covid-19 que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A estratégia faz parte de um plano de desenvolvimento global da vacina e o Brasil será o primeiro país, além do Reino Unido, a testar a eficácia da vacina desenvolvida em Oxford contra a covid-19.

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19h30 (CET) Espanha em estado de emergência até 20 de junho

O parlamento espanhol aprovou o sexto e último prolongamento de duas semanas, até à meia-noite de 20 de junho, do estado de emergência, em vigor desde 15 de março, com o objetivo de lutar contra a covid-19.

O Governo minoritário, formado por uma coligação entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Unidas Podemos (extrema-esquerda), não teve dificuldade em reunir uma maioria de deputados para votar, pela sexta vez, a continuação do estado de emergência.

Isto, apesar de as duas maiores formações da oposição de direita terem votado contra a prorrogação, o Partido Popular e o Vox (extrema-direita), que são, respetivamente, o segundo e o terceiro maiores partidos do espetro político espanhol muito pulverizado.

19h25 (CET) Presidente do Conselho Europeu sublinha apoio a África

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, sublinhou hoje o apoio da União Europeia a África durante a pandemia e a importância das relações entre Europa e os países do Grupo de Estados de África, Caraíbas e Pacífico (ACP).

“A UE [União Europeia] está a tomar uma forte ação em casa para ultrapassar o coronavírus, mas não iremos voltar as nossas costas às nossas responsabilidades globais, em particular perante África. A parceira entre UE e os Estados de África, Caraíbas e Pacífico é um grande exemplo do multilateralismo vibrante que queremos promover”, afirmou Charles Michel.

O antigo primeiro-ministro belga, durante uma cimeira virtual organizada pelo Grupo de Estados de ACP, vincou: “Os nossos países representam mais de metade dos lugares nas Nações Unidas. Quando nos juntamos, podemos ser um motor para a mudança”.

19h12 (CET) Bélgica vai reabrir fronteiras a 15 de junho com países da UE

A Bélgica vai reabrir a 15 deste mês as fronteiras com os países da União Europeia (UE), com o Reino Unido e com os quatro do espaço Schengen que não integram o boço comunitário, anunciou hoje a primeira-ministra belga.

Sophie Wilmés, que falava numa conferência de imprensa para anunciar a entrada numa nova fase do fim do confinamento imposto para travar a propagação de covid-19, indicou que os cafés, bares e restaurantes poderão reabrir a partir de 08 deste mês, mas sob estritas condições.

Estes estabelecimentos deverão respeitar 1,5 metros de distância entre as mesas, com um máximo de 10 pessoas por cada uma, indicou a primeira-ministra liberal belga.

18h52 (CET) Maioria dos novos casos em Itália surge na Lombardia

Itália registou nas últimas 24 horas 71 mortos e 321 novos casos de infeção por coronavírus, a maioria dos quais na Lombardia, segundo o balanço diário da Proteção Civil.

Ao todo, desde o início da pandemia em Itália, 33.601 pessoas morreram, num total de 233.836 casos notificados.

Mais de três quartos dos novos casos (237) e quase metade das novas mortes (29) registaram-se na Lombardia (norte), a região mais afetada pela covid-19.

Os números de hoje são superiores aos divulgados na terça-feira, quando se registaram 55 mortes e 318 casos em relação à véspera.

Atualmente há 5.742 pacientes hospitalizados (menos 174 que na terça-feira), 353 dos quais nos cuidados intensivos (menos 55).

18h39 (CET) Ensaios clínicos com hidroxicloroquina retomam, diz OMS

A Organização Mundial de Saúde anunciou que vai retomar os ensaios clínicos com hidroxicloroquina para doentes com covid-19, suspensos há mais de uma semana por preocupações com a segurança daquele medicamento.

O director-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, anunciou hoje na conferencia de Imprensa de acompanhamento da pandemia que o painel que analisa a segurança de medicamentos concluiu que “não há razão para alterar o protocolo dos ensaios clínicos solidários e recomendou que continuem em todas as vertentes”.

Assim, os ensaios clínicos com a hidroxicloroquina vão continuar no grupo de mais de 3.500 pacientes voluntários de 35 países.

18h19 (CET) Em três dias morreu uma pessoa em Espanha infetada com o coronavírus

O Ministério da Saúde espanhol comunicou hoje um total de 27.128 mortes no país devido à pandemia de covid-19, mais um do que o número de terça-feira, e 63 notificados cujo óbito ocorreu nos últimos sete dias.

Segundo os números divulgados, há 219 novos casos diagnosticados com a doença, elevando para 240.326 o total de infetados desde o início da pandemia.

Os dados diários indicam ainda que já passaram pelos hospitais 124.013 pessoas com a covid-19, tendo dado entrada na última semana 221.

17h45 (CET) União Europeia fornece apoio de 11 milhões a Angola

O Embaixador da União Europeia (UE) em Angola, Tomás Ulicny, que hoje se encontrou com o Presidente angolano, João Lourenço, anunciou a atribuição de um apoio financeiro de 10 a 11 milhões de euros repartidos por vários programas.

Em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência em que informou o chefe do executivo angolano sobre o apoio que a União Europeia está a prestar a Angola para mitigar o impacto da pandemia de covi-19, Tomás Ulicny disse que a UE vai atribuir três milhões de euros, através da Direção Geral da Ajuda Humanitária, para as populações mais vulneráveis nos países afetados pelo estado de emergência.

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17h12 (CET) Número de mortes no Reino Unido continua a aumentar

O Reino Unido registou mais 359 mortes nas últimas 24 horas, mais do que as 324 do dia anterior, aumentando para 39.728 o total de óbitos durante a pandemia de covid-19, anunciou hoje o Ministério da Saúde.

O número de casos de contágio aumentou em 1.871, para um total de 279.856.

O Reino Unido é o país com o segundo maior número de mortes a nível mundial, atrás do EUA, e o primeiro na Europa.

De acordo com estatísticas e números oficiais, o balanço já chegou às 50.000 mortes, se forem incluídos casos suspeitos de pessoas que não foram testadas.

Hoje, durante o debate semanal na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro, Boris Johnson, assumiu “total responsabilidade” e manifestou “orgulho” nos resultados do governo no combate à pandemia de covid-19.

17h05 (CET) Produção industrial brasileira caiu 18,8% em abril face a março

A produção industrial brasileira caiu 18,8% em abril face a março, refletindo os efeitos do isolamento social provocado pela pandemia de covid-19, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a queda mais acentuada desde o início da série histórica do órgão de estatísticas do Governo brasileiro, que começou em 2002.

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15h14 (CET) Responsável pela estratégia de combate à pandemia na Suécia admite que as medidas tomadas poderiam ter sido outras

O epidemiologista sueco Anders Tegnell, que desenhou a resposta da Suécia à pandemia, admitiu que morreram demasiadas pessoas e que podiam ter sido impostas mais restrições, apesar de ter dúvidas sobre quais seriam mais eficazes.

Anders Tegnell, diretor do organismo de saúde pública sueco, continua a defender a abordagem da Suécia, menos restritiva do que a da generalidade dos países e que passou nomeadamente por não impor o confinamento da população, mas disse que há “obviamente potencial para aperfeiçoar o que foi feito”.

“Se enfrentássemos a mesma doença sabendo exatamente o que sabemos hoje, penso que faríamos algo entre o que a Suécia fez e o que o resto do mundo fez”, disse o epidemiologista à rádio pública sueca.

O epidemiologista frisou que “seria bom saber exatamente o que encerrar para melhor controlar a propagação da infeção”, assumindo não ter certezas sobre se a solução passaria por tomar mais medidas, quais as medidas e a que ritmo.

Até ao momento, o país regista 38.589 casos de infeção pelo novo coronavírus e 4.468 mortes associadas à covid-19, uma taxa de 43,2 mortes por 100.000 habitantes que é muito superior à dos países vizinhos (Dinamarca 9,9, Finlândia 5,8 e Noruega 4,4) e à de países com a mesma população, como Portugal (13,7).

14h41 (CET) Portugal registou mais 11 mortes nas últimas 24 horas

Segundo os dados revelados há minutos pela Direção-Geral da Saúde morreram mais 11 pessoas em Portugal, elevando para 1447 o número total de mortes relacionadas com a Covid-19.

O número total de infetados em todo o território português é de 33.261, depois de nesta quarta-feira terem surgido mais 366 novos casos de infeção. Os casos recuperados são 20.079 no total, mais 210 do que o dia anterior.

Já se encontra disponível o Relatório de situação de hoje, 3 de junho, que pode ser consultado integralmente em...

Publiée par Direção-Geral da Saúde sur Mercredi 3 juin 2020

14h15 (CET) ONU alerta para término de programas de ajuda no Iémen

As Nações Unidas alertam que os seus programas para combater o novo coronavírus no Iémen podem ter de acabar no final do mês, a menos que recebam dinheiro imediatamente.

O alerta é feito um dia depois de uma conferência de doadores, em que o apelo para ajuda de emergência ao país mais pobre do mundo árabe ficou mil milhões de dólares aquém do que as organizações de auxílio precisavam – 2,4 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) – para cobrir as atividades essenciais de junho a dezembro.

“Isto dificultará seriamente os esforços para conter o surto, que já se está a espalhar rapidamente”, disse Hayat Abu Saleh, porta-voz do responsável da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Pelo menos 31 importantes programas da ONU no Iémen, incluindo setores como a alimentação e os cuidados de saúde, estão em “risco sério de uma significativa redução ou encerramento”, referiu a porta-voz.

13h45 (CET) Mais de 3 mil novos casos pelo terceiro dia consecutivo no Irão

A propagação da covid-19 está a acelerar no Irão, onde mais de 3.000 novos casos diários foram confirmados pelo terceiro dia consecutivo, segundo dados oficiais hoje divulgados.

Foram registados 3.134 novos casos (17 a mais que no dia anterior) nas últimas 24 horas, o que eleva a 160.696 o número total de pessoas infetadas pelo novo coronavírus no Irão, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Kianouche Jahanpour, na televisão estatal.

Com o registo da morte de 70 pessoas adicionais nas últimas 24 horas, "8.012 pessoas no total morreram (do vírus) desde o início da doença" no país, acrescentou Jahanpour.

Os primeiros casos de contaminação com o novo coronavírus no Irão foram anunciados em fevereiro.

Apesar do número oficial de mortes diárias estar abaixo de 100 nas últimas semanas, o número de novos casos anunciados pelas autoridades inicia uma tendência de alta desde 02 de maio.

Citado pela agência de notícias iraniana Isna, o ministro da Saúde do Irão, Said Namaki, declarou na terça-feira que "as pessoas se tornaram completamente imprudentes diante da doença".