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Macron ganha prioridade aos EUA numa vacina contra a Covid-19

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Emmanuel Macron visitou laboratórios da Sanofi para mostrar apoio na luta à Covid-19
Emmanuel Macron visitou laboratórios da Sanofi para mostrar apoio na luta à Covid-19   -   Direitos de autor  AP Photo/Laurent Cipriani, Pool
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Emmanuel Macron fez questão de mostrar apoio esta terça-feira aos investigadores dos laboratórios franceses Sanofi que estão a trabalhar na busca de uma vacina contra a Covid-19.

O Presidente de França terá conseguido mesmo reverter a posição da farmacêutica de dar prioridade aos Estados Unidos no acesso a um eventual tratamento que venha a descobrir

Foi no meio de uma corrida mundial pelo antídoto para o SARS-Cov-2 que Emmanuel Macron decidiu visitar a Sanofi, onde voltou a defender "a visão de uma vacina como um bem público global".

"Como é óbvio, os esforços de pesquisa tem de ser compensados, mas nós precisamos de lutar de forma coletiva contra qualquer forma de retenção. É inaceitável que este ou aquele país, e em especial as nações subdesenvolvidas, não tenham acesso à vacina", afirmou o Presidente de França.

A empresa francesa esteve no centro de uma polémica transatlântica após o diretor executivo da empresa, Paul Hudson, ter admitido que os Estados Unidos teriam prioridade no acesso à vacina da Covid-19 porque tinha sido o país que mais tinha contribuído para a pesquisa. Isto depois de a Administração Trump ter contribuído mais de 26 milhões de euros na farmacêutica.

A Sanofi reviu, entretanto, a posição e esta terça-feira, ao anunciar um investimento de mais de 600 milhões de euros nos laboratórios de pesquisa franceses, o mesmo Paul Hudson manifestou agora total lealdade ao país onde tem a empresa sediada.

"O coração da Sanofi bate em França. A nossa história e valores estão em França. O nosso futuro é em França. É por isso que estamos contentes de alinharmos ao lado da França no combate a futuras pandemias", afirmou o diretor executivo da farmacêutica.

A jornalista da Euronews, Annelise Borges, lembra-nos que "já há algum tempo o Presidente de França tem vindo a defender que qualquer vacina para a Covid-19 deve ser um bem público global".

Macron dá assim "eco eco aos apelos de que quaisquer tratamentos ou vacinas descobertos devem ser disponibilizados rapidamente para todos e de forma gratuita".

"Mas enquanto alguns se preocupam com o acesso e o abastecimento, investigadores de diversos programas de vacinas, incluindo na Sanofi, têm ainda de desenvolver uma vacina que de facto resulte", adverte a nossa jornalista.