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Miss Juneteenth traz a lume questões raciais

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portrait to promote the film "Miss Juneteenth" at the Music Lodge during the Sundance Film Festival
portrait to promote the film "Miss Juneteenth" at the Music Lodge during the Sundance Film Festival   -   Direitos de autor  Taylor Jewell/2020 Invision/AP
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"Miss Juneteenth", conta a história de uma ex-miss, mãe solteira, de Fort Worth, no Texas, que prepara a sua filha para um concurso de beleza.

O Miss Juneteenth, uma competição para atribuição de bolsas de estudo a jovens negras do referido estado dos EUA. Um concurso da vida real, parte das comemoram do fim da escravidão no Texas.

Alexis Chikaeze, que interpreta a jovem aspirante a miss, explica que o sistema educativo dos EUA não ensina a história dos negros. "Provavelmente posso contar, pelos dedos de uma mãos, o número de vezes que a abordámos. Eu conhecia a Juneteenth, mas não sabia, realmente, o que era", adianta.

"Acho que só percebi a história quando fiquei mais velha, só aí pude abordá-la com um sentido de reverência e respeito. E quando finalmente entendi disse "Uau, o que estamos a comemorar é o facto de os nossos antepassados terem alcançado a liberdade dois anos e meio depois de todos os outros", explica a realizadora e argumentista Channing Godfrey Peoples.

O jornalista e historiador Jesse Holland explica que "com toda a problemática sobre a igualdade e justiça racial nos EUA muitas pessoas estão a voltar-se para a Juneteenth como um símbolo, como forma de celebrar e honrar os sacrifícios que os afro-americanos fizeram nos Estados Unidos e em todo o mundo."

O filme, que estreou no Festival de Sundance, conta a jornada de uma mãe determinada que assume o fardo de representar a história de gerações de mulheres negras.