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ONG de resgate de migrantes retomam atividade

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ONG de resgate de migrantes retomam atividade
Direitos de autor  Salvatore Cavalli/AP
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A primeira chegada em massa de migrantes a Itália depois da paragem ditada pela pandemia, coincidiu com o dia mundial do refugiado. Depois da chegada de várias dezenas a bordo do Mare Ionio, no sábado, esta segunda-feira chegaram mais 211 pessoas trazidas pelo navio alemão Sea Watch 3. Um dos migrantes apresentava sintomas de Covid-19, mas o teste deu negativo. Entre este grupo chegado à Sicília, há 20 mulheres e 62 menores, incluindo alguns bebés de poucos meses.

O grande desafio das ONG é agora evitar a disseminação do coronavírus e de outras infeções entre os refugiados.

Em França, no Porto de Marselha, o navio Ocean Viking prepara-se também para retomar a atividade. Nicholas Romaniuk, coordenador de salvamento do navio, conta: "Foi feita uma divisão entre zona verde e zona vermelha, para evitar a entrada do coronavírus no navio, o que seria catastrófico".

Segundo os Médicos Sem Fronteiras, os últimos dias foram os mais frenéticos deste ano, com mais de 800 pessoas a tentar escapar da costa líbia. As operações de salvamento por parte das ONG no Mediterrâneo estiveram praticamente paradas durante o período em que vigorou o confinamento obrigatório na maior parte dos países europeus, o que desencorajou também os migrantes de lançarem ao mar. Com o retomar das operações, recomeçam também as ondas migratórias vindas de África.