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Donald Trump ameaça Europa e mercados não gostam

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Donald Trump ameaça Europa e mercados não gostam
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Azeitonas, cerveja, gin e camiões estão entre os produtos europeus colocados agora no alvo alfandegário dos Estados Unidos.

A administração Trump colocou a consulta pública até 26 de julho um documento onde detalha os produtos e os exportadores que podem vir a sofrer um agravamento das tarifas. Este novo pacote de exportações a ser taxado está avaliado em mais de 2,7 mil milhões de euros.

A confirmar-se, estas novas taxas vêm somar-se às já aplicadas em outubro pelos EUA sobre bens europeus avaliados, na altura, em 5,7 mil milhões de euros, incluindo cerca de três milhões de euros (0,08%) das exportações de Portugal para as terras do Tio Sam.

Desta vez, os mais visados pela administração Trump voltam a ser a França, a Alemanha, a Espanha e o Reino Unido, os países que deram ajudas à Airbus, consideradas ilegais pela Organização Mundial de Comércio.

A União Europeia, no entanto, também aguarda para breve uma decisão similar da OMC sobre os apoios concedidos pela Casa Branca à Boeing, a concorrente americana da Airbus no mercado da aeronáutica, para poderem responder à letra às taxas norte-americanas.

Para já, deverão ser as medidas de contenção da pandemia a acentuar o atrito, com a União Europeia a fechar as fronteiras aos visitantes oriundos dos Estados Unidos, o país mais afetado pela Covid-19 no planeta.

Washington e Bruxelas tem vindo negociar um acordo transatlântico sobre os apoios às fabricantes de aviões, mas as negociações entraram num impasse.

À imagem do que tem feito com outros parceiros comerciais a quem se tem tentado impor, Donald Trump decidiu avançar com uma nova ameaça de tarifas sobre a União Europeia.

A decisão pode, no entanto, revelar-se um pau de dois bicos. A bolsa de Wall Street, em Nova Iorque, abriu a sessão desta quarta-feira no vermelho. As bolsas europeias também reagiram mal e fecharam o dia em queda.

A reação dos mercados pode servir de aviso a Donald Trump, numa altura em que os Estados Unidos caminham a passos largos para uma nova eleição presidencial em novembro e um eventual impacto negativos na economia americana pode acentuar a crescente revolta contra a Casa Branca ela forma como tem gerido a pandemia, já de si um forte peso sobre as empresas norte-americanas.