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Voluntários limpam o Rio Ródano

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Voluntários limpam o Rio Ródano
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A água parece limpa e cristalina refletindo a cidade francesa de Lyon, mas abaixo da superfície tudo muda...

Munidos com garrafas de ar comprimido, fatos de mergulho e barbatanas, uma dúzia de mergulhadores vai percorrer e limpar o leito do Rio Ródano.

Nos fins de semana deste verão, vários voluntários da Associação Odysseus 3.1 vão retirar o lixo do rio e sensibilizar população.

O mergulhador Cédric Ferreira afirma que "se todos contribuírem, teremos melhores resultados, e uma natureza melhorada. A fauna e a flora voltarão à cidade".

São dez horas e os primeiros mergulhos fazem-se perto das docas. Começa, assim, a limpeza do leito do rio...

Os objetos e lixo deitados foram localizados, primeiro, pelos bombeiros, para ajudar os mergulhadores a encontrá-los em profundidades que vão dos 7 aos 17 metros.

No fundo, os mergulhadores encontraram pelo menos 20 bicicletas... A tarefa para retirá-las torna-se difícil, devido a condições mais adversas.

De acordo com os bombeiros, " a corrente é relativamente forte e a visibilidade é quase nula".

À medida que as horas passam, são vários os objetos que emergem das águas do Ródano. Trotinetes, caixotes do lixo, sinalética rodoviária e mobiliário urbano têm estado a poluir o rio...

"É uma pena", afirma este lionês, "pois ainda há pessoas a atirar trotinetes elétricas para rio. Isso demonstra uma enorme falta de civismo".

De acordo com o fundador da Odysseus 3.1, há ainda muito trabalho a fazer.

Para Lionel Rard, "Lyon é uma cidade ribeirinha. Tem um rio, o Ródano, que é o segundo maior afluente do Mediterrâneo depois do Nilo. Estes rios são magníficos e temos protegê-los."

Tal como outras vias navegáveis, o Ródano ficou poluído com muito plástico. Quando se decompõe, os componentes são prejudiciais para os peixes e proporcionam um novo lar para bactérias e vírus. Cerca de 80% do lixo que polui os mares passa pelos rios. Esta é uma realidade escondida, por vezes invisível, que acabará por vir à tona.