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Bélgica teme possível espionagem chinesa nas universidades

Universidade belga em testes em pleno covid.19
Universidade belga em testes em pleno covid.19   -   Direitos de autor  BENOIT DOPPAGNE/AFP
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A presença de estudantes chineses em cursos na área da defesa e das tecnologias militares nas universidades belgas está a gerar receio entre as autoridades, que identificam esta situação no seu relatório anual de Segurança de Estado dos serviços de informação civis da Bélgica.

“Os estudantes de diversos institutos de investigação militar têm sido enviados para vários países da Europa Ocidental, entre eles a Bélgica, para adquirirem conhecimentos essenciais sobre vários desenvolvimentos militares”, sublinha o relatório referente a 2019, que aponta as instituições belgas nesta área como "uma mina de ouro".

“Os estudantes e os investigadores entregam, depois, todas as informações e conhecimentos adquiridos nas universidades belgas ao exército do seu país. Atualmente, são várias as dezenas desses estudantes militares que estão ativos nas universidades belgas”, acrescenta o relatório.

O “número dois” dos serviços de informações civis, Pascal Pétry, reconhece, intrinsecamente, que “deve ser dada uma atenção particular” à Bélgica, lembrando que acolhe as principais instituições da União Europeia (UE).

“Os participantes nesses programas estão na origem de uma perda da propriedade intelectual que tem repercussões no financiamento da investigação científica no nosso país”, sublinhou o “número dois” da Segurança do Estado belga.

Para remediar o problema, os serviços secretos belgas criaram um programa de sensibilização destinado a ajudar o mundo académico a garantir uma melhor proteção do potencial de pesquisa científica.