Sebastião Salgado denuncia risco de "genocídio" na Amazónia

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Em França, onde está em destaque na 17ª edição do Festival de Fotografia de La Gacilly, o conhecido fotógrafo apontou o dedo a Jair Bolsonaro no quadro da pandemia de Covid-19.

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Conhecido internacionalmente pelo retrato documental, a preto e branco, por mostrar as maiores atrocidades do ser humano lado a lado com as mais belas paisagens do planeta, Sebastião Salgado alertou que existe o risco de genocídio dos indígenas da Amazónia.

O fotógrafo brasileiro apontou o dedo ao presidente Jair Bolsonaro por nada fazer para proteger vários grupos étnicos da pandemia de Covid-19.

"As autoridades brasileiras sabem - sabiam antes e sabem agora bem como saberão mais tarde - que os indígenas não têm antivírus de proteção contra as doenças que vêm de fora da floresta. O incentivo que o presidente Bolsonaro fez à penetração dos territórios indígenas e continua a fazer foi intencional. Então é realmente genocídio. As populações estão altamente ameaçadas graças à política do presidente Bolsonaro no Brasil. O que está a acontecer no Brasil é uma catástrofe maior", sublinhou Sebastião Salgado, em destaque na 17ª edição do Festival de Fotografia de La Gacilly, no oeste de França, este ano dedicado à América Latina.

O fotógrafo expõe dezenas de fotos da série "Gold: Mina de Ouro, Serra Pelada", realizada em 1986 sobre os garimpeiros de Serra Pelada.

Perante a ameaça da pandemia, Salgado já enviou uma carta ao presidente do Brasil e ao presidente do Senado a exigir medidas urgentes. Também lançou uma petição online que já recolheu mais 200 mil assinaturas, entre elas as de Madonna, Oprah Winfrey e Brad Pitt.

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