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Depois de testar positivo Bolsonaro defende tratamento polémico

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Depois de testar positivo Bolsonaro defende tratamento polémico
Direitos de autor  JOEDSON ALVES/EPA/Lusa
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Jair Bolsonaro continua a alimentar polémica, depois de testar positivo ao coronavírus.

O presidente brasileiro publicou esta terça-feira nas redes sociais um vídeo no qual toma hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada, afirmando ter a "certeza" de que "está a dar certo" no tratamento da Covid-19.

- Eu tomei a Hidroxicloroquina e estou me sentindo muito bem. - Uma boa tarde a todos.

Publiée par Jair Messias Bolsonaro sur Mardi 7 juillet 2020

Bolsonaro diz que se sente "muito melhor", mas o diagnóstico obriga a testar rapidamente todos os que tiveram contacto recente com o presidente, como embaixador norte-americano Todd Chapman, por ocasião do 4 de julho.

O Brasil é o segundo país mais afetado do mundo, com mais de 66.000 mortes e 1,6 milhões de infetados.

Melbourne reconfinada

Na Austrália, a segunda cidade mais populosa, Melbourne, com cerca de cinco milhões de habitantes, voltou a impor o confinamento, por um período de seis semanas. As restrições serão ainda mais estritas, face ao novo foco da epidemia na região.

Se não tomarmos estas medidas não ficaremos pela centena de casos por dia, mas muito mais, e a situação ficará rapidamente fora de controlo.
Daniel Andrews
chefe do governo do Estado de Victoria

Novo foco no País Basco

Em Espanha, depois da Galiza e da Catalunha, o País Basco registou também um novo foco de infeções, na localidade de Ordizia.

As autoridades locais lançaram testes macivos, para tentar conter um alastramento que poderá afetar o turismo na região, em pleno verão.

Ministro italiano equaciona hospitalizações forçadas

Em Itália, o ministro da saúde deixou pairar no ar a possibilidade de hospitalizações forçadas para quem testar positivo ao vírus, depois do caso de um homem infetado durante uma viagem de negócios ao estrangeiro, que recusou tratamento e acabou por contaminar várias pessoas.

Entretanto, em Roma, uma associação de organização de casamentos orquestrou um protesto contra as medidas do governo que proibem grandes concentrações de pessoas, afirmando que isso está a afetar o negócio e a "destruir sonhos".