Tiro de partida para as eleições bielorrussas

Estão lançados os dados nas eleições presidenciais da Bielorrússia em que Alexandre Lukashenko se preparar para meter no bolso um sexto mandato presidencial, já que é favorito. Começou o voto antecipado para os que não podem exercer o direito no dia do escrutínio, domingo.
As autoridades bielorrussas limitaram o número de observadores nas assembleias de voto com a justificação oficial do perigo que a pandemia de coronavírus representa.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) não vai estar presente para monitorizar as eleições, uma ausência inédita num escrutínio nacional no país desde 2001. Não recebeu um convite oficial a tempo.
Nas últimas quatro eleições os resultados favoráveis ao presidente não foram reconhecidos como justos pelos observadores da OSCE.
Esta terça-feira, foi também dia do discurso sobre o Estado da nação. Em Minsk, num recinto apinhado e com pouco uso de máscaras, Lukashenko referiu que "a Bielorrússia está no centro de uma fratura política, a única ligação estável da Eurásia e que a Rússia tem medo de a perder, pois, segundo Lukashenko, não tem verdadeiros aliados próximos".
Palavras de um homem que governa o país há 26 anos e que nestas eleições, apesar dos grandes candidatos da oposição terem sido considerados inelegíveis, os opositores uniram-se em torno de uma mulher, Svetlana Tikhanovskaïa, esposa de um blogger crítico do governo, atualmente na prisão.