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Polónia apoia oposição bielorrusa

Polónia apoia oposição bielorrusa
Direitos de autor Czarek Sokolowski/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De  Euronews
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Nas ruas de Varsóvia, as manifestações anti-Lukashenko ocorrem quase diariamente. Os bielorrussos a viver fora do país procuram apoio internacional e têm-no encontrado na Polónia, que já condenou o regime do presidente bielorruso.

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Os protestos contra o governo da Bielorrússia cruzaram fronteiras. Em Varsóvia, os bielorrussos a viver fora do país têm mostrado solidariedade com a oposição e procurado apoio internacional. A capital polaca é palco de manifestações quase todos os dias.

Anatol Michnaviec tem organizado alguns desses protestos. "Queremos unir os bielorrussos aqui na Polónia. Enviámos uma carta aos funcionários da Embaixada, aos diplomatas, pedindo-lhes que ficassem do lado da nação, que apoiassem a verdadeira presidente: Svitlana Tsikhanouskaya", afirma.

Na Bielorrússia, as vozes da oposição prometem não dar descanso a Alexander Lukashenko, que ganhou as eleições presidenciais no passado domingo com o controverso resultado de 80% dos votos. 

Na última semana, a forte opressão das autoridades contra a oposição levou a milhares de detenções e à fuga de algumas vozes contestatárias, como a da principal opositora eleitoral de Lukashenko,  Svitlana Tsikhanouskaya.

Stepan Svetlov, conhecido no mundo digital como "NEXTA", é blogger e uma das poucas fontes de informação que agora chegam do país ao exterior.

"Além de nós, quase não existem outras fontes de informação. Hoje, recebi a informação de que abriram um processo criminal e que podemos enfrentar até 15 anos, de prisão. Simplesmente porque temos estado a fornecer informações. A nação polaca, o governo polaco têm ajudado muito, é uma nação solidária" conta o blogger.

Maxim Cherniavski é outro ativista bielorrusso. Decidiu entrar em greve de fome em frente ao edifício da Comissão Europeia em Varsóvia.

Diz querer "que a União Europeia adote e aplique urgentemente sanções contra o regime de Lukashenko". A ação de protesto representa um perigo acrescido para si,  por sofrer de esclerose múltipla. "Mas vou mantê-la até ter sucesso", acrescenta.

Junto aos manifestantes em Varsóvia surge uma voz do parlamento polaco. O deputado Michal Szczerba quis mostrar publicamente o seu apoio.

"Varsóvia está convosco, o Parlamento polaco está convosco. Estamos aqui, em frente ao edifício da Representação da Comissão Europeia para apelar à libertação de todas as pessoas presas nos últimos dias", diz.

Com os protestos na Bielorrússia sem fim à vista, o governo polaco acaba de adotar uma resolução a condenar o regime do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko.

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