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União Europeia não reconhece resultado das presidenciais na Bielorrússia

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Charles Michel
Charles Michel   -   Direitos de autor  Olivier Hoslet/AP
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A União Europeia não reconhece os resultados das eleições presidenciais na Bielorrússia. Os chefes de Estado e de governo dos 27 estados-membros defendem uma "transição democrática" no país e preparam-se para sancionar todos os indivíduos responsáveis pela violência, repressão e falsificação dos resultados eleitorais.

À saída da cimeira extraordinária do Conselho Europeu, o presidente Charles Michel defendeu que "estas eleições não foram nem livres, nem justas e não cumpriram as normas internacionais", afirmando ainda não reconhecer "os resultados apresentados pelas autoridades bielorrussas".

Além das sanções, - que poderão visar individualmente o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko - Ursula von der Leyen anunciou ainda um reforço do apoio ao país, no valor de 53 milhões de euros.

O montante, revelou a presidente da Comissão Europeia, será distribuído entre a sociedade civil, as vítimas da violência das autoridades durante as manifestações e a resposta à pandemia de covid-19.

A decisão do Conselho Europeu e da Comissão Europeia surge poucas horas depois dos apelos da líder da oposição bielorrussa. Esta quarta-feira, Sviatlana Tskihanouskaya pediu aos líderes de toda a Europa para que não reconheçam o resultado das eleições presidenciais.

A União Europeia quer dar início ao diálogo para uma transição democrática na Bielorrússia, mas Alexander Lukashenko opõe-se a novas eleições.

Os Estados-membros recusam ainda qualquer interferência externa, tendo Moscovo assegurado, esta quarta-feira, não ver necessidade de prestar qualquer apoio militar a Minsk.

Cada vez mais isolado, Lukashenko depara-se, desde 9 de agosto, com uma onda de protestos e greves sem precedentes no país.

A violência da repressão das autoridades bielorrussas levou já a cerca de 6700 detenções e à morte de três manifestantes.