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Rui Pinto diz que trabalho como denunciante está "terminado"

Rui Pinto em tribunal
Rui Pinto em tribunal   -   Direitos de autor  MARIO CRUZ/EPA
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Rui Pinto diz que o trabalho como denunciante "está terminado". O fundador da plataforma Football Leaks começou a ser julgado esta sexta-feira no Tribunal Central Criminal de Lisboa.

Acusado de 90 crimes de acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão, o réu de 31 anos afirmou que nunca recebeu dinheiro pela divulgação de documentos confidenciais do mundo do futebol e alegados esquemas de evasão fiscal.

William Bourdon, um dos advogado de Rui Pinto, mostra-se otimista:

"Estamos confiantes no facto de que o tribunal terá toda a documentação e informação relevante para considerar que Rui Pinto não pode ser culpado de nenhuma das acusações".

Francisco Teixeira Mota, que também defende Rui Pinto, afirmou, por seu lado, que existem, em Portugal, "interesses" contrários ao combate à corrupção.

Já Tiago Rodrigues Bastos, representante legal de dois dos advogados da sociedade PLMJ, uma das alegadas vítimas de Rui Pinto, juntamente com o Sporting, a Federação Portuguesa de Futebol e a Procuradoria-Geral da República, não hesitou em atacar as atividades do réu:

"É preciso ter em conta que, no que respeita aos meus constituintes, a lesão é uma lesão deles, enquanto profissionais e é também uma lesão para toda a advocacia. Tudo o que está aqui em causa é, de facto, muito grave do ponto de vista da subsistência da própria profissão."

Na declaração que abriu o primeiro dia do julgamento, Rui Pinto também disse que não se considera como um "hacker".

Depois de um ano e meio em prisão preventiva, está em liberdade desde 7 de agosto "devido à colaboração com a Polícia Judiciária", mas inserido no programa de proteção de testemunhas, em local desconhecido.