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Campo de refugiados de Moria colocado em quarentena

Campo de refugiados de Moria
Campo de refugiados de Moria Direitos de autor Panagiotis Balaskas/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Panagiotis Balaskas/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
De  Bruno Sousa
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Já foram identificados mais de três dezenas de casos de covid-19 em Moria mas receia-se que o número real seja superior

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O campo de refugiados de Moria, na ilha de Lesbos, na Grécia, foi colocado em quarentena depois de terem sido identificados 32 casos de covid-19 nos cerca de 2000 testes efetuados. Um número que se admite ser bastante superior, não só porque os infetados não apresentavam sintomas, mas também porque a população do campo ronda as treze mil pessoas.

O surto teve origem num refugiado da Somália, que tinha estado em Atenas à procura de emprego e regressou para viver ilegalmente junto ao campo.

Os acampamentos ilegais têm sido uma dor de cabeça para as autoridades gregas e o surto reforça a necessidade de ação. De acordo com o Ministro para a Migração e Asilo, "Desde fevereiro que o governo tem trabalhado no sentido de transformar os campos de refugiados ilegais em espaços fechados e devidamente organizados, sendo que em algumas ilhas os trabalhos estão a avançar e estarão concluídos brevemente." Notis Mitarakis acrescentou que essa decisão "motivou muitas reações mas agora as pessoas compreendem a necessidade de ter campos fechados."

A quarentena de Moria estará em vigor até 17 de setembro mas não é caso único. As autoridades gregas não quiseram correr riscos e isolaram também os campos de refugiados de Schisto, Malakassa e Eleonas.

A falta de condições dignas para os migrantes preocupa também além-fronteiras, em Berlim, um grupo de ativistas organizou uma ação de protesto em frente ao parlamento para pedir ao governo alemão que aceite mais refugiados.

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