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Eurodeputados pedem sanções contra o regime da Bielorrússia

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Eurodeputados pedem sanções contra o regime da Bielorrússia
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O Parlamento Europeu apelou a uma reação forte contra o regime da Bielorrússia num debate, terça-feira, em Bruxelas.

"Precisamos de sanções abrangentes agora, inclusive contra o presidente Lukashenko", disse Kati Piri, eurodeputada neerlandesa de centro-esquerda.

Os eurodeputados pedem sanções contra empresas e indivíduos, através do congelamento de ativos que detêm na União Europeia e a interdição de obter vistos para entrada nos Estados-membros.

Os parlamentares alegam que não podem ficar impunes os responsáveis pela repressão violenta dos manifestantes que pedem a repetição das eleições.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, disse que as medidas estarão pontas para serem apreciadas na cimeira de líderes da União, no final da próxima semana: "Queremos manter a credibilidade europeia. Estamos a tentar aplicar uma abordagem gradual e, se a situação se deteriorar ainda mais, sanções adicionais serão consideradas".

Mais ou menos apoio financeiro?

O presidente bielorusso, Alexander Lukashenko, já está a tomar medidas para compensar eventuais sanções europeias, tendo obtido, segunda-feira, quase 1300 milhões de euros de ajuda do presidente da Rússia, Vladimir Putin, numa reunião em Sochi.

Os membros da oposição bielorrussa pedem à União Eurppeia para deixar de tolerar a eternização do regime.

"Os políticos europeus permitiram que Lukashenko se mantivesse no poder por muitos anos, porque se reuniam com ele, forneciam-lhe financiamento e faziam comércio com ele. A repressão dos populares em agosto foi, indiretamente, permitida pela União Europeia", afirmou Franak Viačork, analista no centro de estudos The Atlantic Council.

Além da lista de pessoas e empresas a sancionar, a cimeira da União Europeia vai, também, debater uma proposta da Polónia para oferecer um plano de apoio económico à Bielorrússia se o governo aceitar repetir as eleições de forma transparente.

O Parlamento Europeu vai votar, na quinta-feira, uma resolução que exige mão firme com o regime de Lukashenko.