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Detenções e pirataria informática acentuam crise na Bielorrússia

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Detenções e pirataria informática acentuam crise na Bielorrússia
Direitos de autor  AP/TUT.by
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Dezenas de milhares de pessoas voltaram a protestar na Bielorrússia pelo sexto domingo consecutivo, exigindo a demissão do presidente Alexander Lukashenko, e pelo menos uma centena acabou detida.

As manifestações contra o regime entram agora na sétima semana sem que as forças da ordem consigam travar a revolta contra o chefe de estado há mais de 25 anos no poder e vencedor no início de agosto de umas eleições contestadas pela oposição, pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

O governo ordenou este domingo a limitação da cobertura de internet no país e mobilizou um forte dispositivo de segurança para reprimir as manifestações.

Houve ruas e estações de metro fechadas em Minsk. As forças de segurança recorreram ainda a canhões de água e a gás lacrimogéneo para tentar travar os protestos que se fizeram sentir em diversas cidades bielorrussas.

As manifestações deste domingo sucederam-se a uma marcha de mulheres realizada no sábado em Minsk e que terá terminado também com a detenção de centenas de manifestantes.

Apesar de o governo ter garantido que a maioria dos detidos já tinha sido libertada, os protestos de domingo, já uma tradição desde as eleições, não arrefeceram.

Em retaliação às detenções de sábado, piratas informáticos divulgaram também diversos dados pessoais de mais de um milhar de polícias bielorrussos.

O governo respondeu com a ameaça de sanções duras contra os piratas informáticos se a divulgação de dados pessoais das forças de segurança continuassem.