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Itália prepara-se para segunda vaga de Covid-19

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Um centro de despistagem rápida de Covid-19 instalado num ginásio de uma escola em Roma, Itália
Um centro de despistagem rápida de Covid-19 instalado num ginásio de uma escola em Roma, Itália   -   Direitos de autor  Cecilia Fabiano/LaPresse via AP
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A Itália volta a ser caso de estudo em tempos de pandemia. O país esteve na origem de grande parte dos surtos da primeira vaga de infeções de Covid-19, mas mantém há várias semanas o número de novos doentes abaixo da fasquia dos dois mil.

A vigilância não abranda. As autoridades italianas de saúde realizam cerca de 100 mil testes diários e voltaram agora a abrir os centros de tratamento de Covid-19 nos hospitais. À espera de uma segunda vaga, foram reintroduzidos os planos de contingência.

A região da Lombardia, com mais de 9 mil casos ativos continua a ser a mais afetada, mas as precupações das autoridades dividem-se agora com o sul do país, onde tem sido registado um aumento das infeções.

A Campânia tem agora o maior crescimento de novos casos de Covid-19. Os napolitanos são agora obrigados a usar máscara também na rua. Medida semelhante entra em vigor na Sicília no final da semana.

No resto do país, as máscaras são sempre obrigatórias em espaços fechados. Ao ar livre apenas entre as 6 da tarde e as 6 da manhã em zonas com muito movimento.

Ainda assim, com a situação a escalar rapidamente nos países vizinhos, o quadro de evolução da doença em Itália continua a merecer atenção e elogios internacionais.

Para Gloria Taliani, especialista em doenças infecciosas, Itália teve a experiência da doença em primeira mão; da contaminação em massa na Europa com um crescimento muito rápido do número de doentes e de vítimas. Diz Taliani que a memória dos caixões a saírem dos hospitais está na memória de todos. Um envolvimento emocional que na sua opinião contribui para uma maior disciplina no cumprimento das regras.

De acordo com os peritos, a chave do sucesso pode estar na capacidade de adaptação da população, das empresas e dos serviços públicos.

O ministro italiano da Saúde não descarta uma nova vaga de Covid-19 em força nas próximas semanas, mas garante que o país não vai ser apanhado desprevenido. Para o executivo de Roma, os últimos meses provam que é possível viver com o vírus.