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Líderes preparam embate sobre Brexit na próxima cimeira da UE

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Líderes preparam embate sobre Brexit na próxima cimeira da UE
Direitos de autor  Johanna Geron/AP
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Os detalhes sobre as sanções contra o regime da Bielorrússia ficaram fixados no segundo dia da cimeira da União Europeia, sexta-feira, em Bruxelas.

O mesmo não vai ser aplicado à Turquia pelas provocações contra Chipre e Grécia, mas a possibilidade ficou mencionada no documento de conclusões, caso o país não mude de comportamento.

Chipre e Grécia mostraram-se satisfeitos com a decisão de retaliar rapidamente se a Turquia não mudar o comportamento sobe a exploração de gás no mar Mediterrâneo.

O governo de Recep Tayyip Erdoğan já reagiu dizendo que não aceita ameaças, mas o governo cipriota recusa essa interpretação.

"A União Europeia não fe nenhuma ameaça. Exortou a Turquia a seguir o caminho do direito internacional e isso nao é ameaça para ninguém", realçou Nicos Anastasiades, presidente de Chipre.

O governo da Bielorrússia também já reagiu à adoção de sanções por parte da União, dizendo que vai criar uma "lista negra" para visar entidades e pessoas do bloco.

Brexit tratado com "pau e cenoura"

O desacordo quanto às relações futuras da União com o Reino Unido foi aflorado e estará, oficialmente, na agenda da cimeira do outono, dentro de 15 dias.

A Comissão Europeia vai recorrer ao tribunal para obrigar o Reino Unido a cumprir o acordo de saída, mas também dialogará com o líder britânico, Boris Johnson, já este sábado.

"Se houver vontade, haverá um caminho. Não nos devemos esquecer que fizemos progressos em muitos áreas, mas é claro que os temas mais difíceis ainda estão completamente em aberto. Um deles prende-se com as regras de concorrência leal, essencial porque é uma questão de equidade", disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Plano de recuperação refém do Estado de direito?

Os líderes europeus também estão preocupados com a ratificação do plano de recuperação dos efeitos da pandemia. O Parlamento Europeu e os chamados países frugais querem poder congelar fundos aos países que não respeitem o Estado de direito.

“Sabemos que existem alguns tópicos difíceis na negociação entre os Estados-membros e o Parlamento Europeu que têm de ser resolvidos. O acordo de julho foi fruto de um entendimento político e é crucial podermos implementar o que foi decidido o mais rapidamente possível. É uma questão de credibilidade", afirmou Charles Michel, presidente do Conselho Europeu.