Arranca o recolher obrigatório em nove regiões francesas

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De  Nara Madeira com AP, AFP
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Arranca o recolher obrigatório em nove regiões francesas enquanto o governo britânico quer Manchester em alerta máximo.

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No dia em que mais de 25 mil pessoas foram dadas como infetadas, em França, ainda assim um decréscimo em relação às mais de 30 mil de quinta-feira, nove áreas metropolitanas do país passam ao sistema de recolher obrigatório, entre as 21h e as 06h da manhã.

 Foi a última noite, das próximas pelo menos quatro semanas, em que se saiu, ainda que apenas até à meia-noite, momento em que a nova regra se impõe. Jean Castex, o primeiro-ministro francês, deixou alertas: 

_"_Estamos cientes de que a segunda vaga já chegou, que o número de pacientes está a aumentar, que o vírus é o mesmo, que não diminuiu de intensidade. Notámos - friso - que cada vez mais jovens estão a ser afetados pelo vírus o que mostra, claramente, que a mobilização deve ser geral e que ninguém, absolutamente ninguém, está seguro".

*Alemanha*

A Alemanha bateu um novo recorde diário de casos de COVID-19, com mais de 7.000 novas infeções. Mas o número de testes realizados aumentou também desde março. As autoridades endureceram as regras em relação ao uso de máscara e os bares estão a fechar mais cedo nos lugares onde há mais casos de infecções.

*Reino Unido*

No Reino Unido, o primeiro-ministro e o responsável pela região metropolitana de Manchester não chegaram a acordo. Boris Johnson diz que Andy Burnham e os seus colegas estão relutantes em colocar a região num nível de alerta mais elevado, enquanto diz que há mais 40% mais de pessoas nos cuidados intensivos do que no pico do primeiro bloqueio e garante que a situação vai piorar:

"Se se mantiver o rumo atual, em pouco mais de duas semanas haverá mais pacientes com COVID-19 nos cuidados intensivos do que no pico da primeira vaga. Portanto, exorto o presidente da câmara a reconsiderar e a envolver-se de forma construtiva", pediu Johnson.

O chefe do executivo britânico garante que intervirá para proteger os hospitais de Manchester se não for alcançado um acordo. Enquanto em Lancashire vai passar-se para o nível mais elevado de alerta.

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