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Uma Europa, várias apps contra a Covid

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StayAway Covid
StayAway Covid   -   Direitos de autor  JOSÉ SENA GOULÃO/ 2020 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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Num Portugal em estado de calamidade, o parlamento é chamado a pronunciar-se sobre uma proposta de lei polémica.

"Solicitaremos uma tramitação de urgência para que seja imposta a obrigatoriedade (...) da utilização da aplicação StayAway Covid em contexto laboral, escolar e académico", declarou o primeiro-ministro, António Costa.

A controvérsia não tardou. Especialistas em saúde, juristas e Comissão de Proteção de Dados foram chamados com urgência à Assembleia para debaterem a legitimidade da medida. Na prática, propõem-se multas até 500 euros para quem for apanhado sem a aplicação ativa no trabalho, escola ou faculdade.

Em França, o golpe de misericórdia surgiu quando o próprio primeiro-ministro, Jean Castex, reconheceu não ter descarregado a aplicação StopCovid.

Emmanuel Macron enterrou definitivamente a primeira versão na intervenção em que anunciou o recolher obrigatório em nove cidades. "Não funcionou. Foi muito menos descarregada aqui do que nos países vizinhos", reconheceu.

Por isso, a partir do dia 22 de outubro, a StopCovid transforma-se em Tous Anti Covid - Todos Contra a Covid.

Em apenas 4 dias, a aplicação britânica - NHS Covid-19 - foi descarregada por 12 milhões de utilizadores, seis vezes mais do que a congénere francesa até agora. A mensagem sobre a proteção de dados é prioritária.

No filme promocional, pode ler-se o seguinte texto: "A app não precisa de saber quem ou onde as pessoas estão. Funciona trocando códigos aleatórios com outros utilizadores próximos. Os códigos são encriptados e apagados ao fim de 14 dias. Não podem ser usados pelo sistema de saúde, nem pelo governo, nem por ninguém para identificar quem quer que seja".

No entanto, têm surgido vários relatos de falsos alarmes a prevenir erradamente sobre uma possível exposição ao coronavírus.