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Discurso de ódio na internet incitou à decapitação de professor francês

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Discurso de ódio na internet incitou à decapitação de professor francês
Direitos de autor  Michel Euler/AP
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As reuniões de urgência no seio do governo francês multiplicam-se à medida em que surgem mais interrogações. A vaga de choque provocada pela decapitação de um professor às mãos de um radical islâmiconão para de se amplificar.

Marlène Schiappa, a ministra que detém a pasta da Cidadania, fala na urgência de um reforço das medidas contra o cibercrime. Isto porque terá sido através das redes sociais que se desenhou o trágico destino de Samuel Paty, o professor de História que mostrou caricaturas de Maomé aos alunos. O alegado autor do homicídio, um jovem de 18 anos de origem chechena, foi abatido pela polícia.

Entretanto, já houve cerca de uma dezena de detenções, incluindo dois suspeitos de instigarem ao crime - um deles é o pai da aluna que apontou o dedo a Paty.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, afirma que foi lançada uma autêntica fatwa na internet contra o professor. Marine Le Pen, da Reunião Nacional, já exigiu uma comissão parlamentar para o apuramento de responsabilidades.

As operações contra associações e suspeitos radicais vão prosseguir nos próximos dias. O presidente, Emmanuel Macron, anunciou no Conselho de Estado que "o medo vai mudar de campo".