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João Almeida partiu descrente mas continua de rosa no "Giro"

João Almeida está cada vez mais perto do triunfo, mas a vantagem é curta
João Almeida está cada vez mais perto do triunfo, mas a vantagem é curta   -   Direitos de autor  Gian Mattia D'Alberto/LaPresse via AP
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O ciclista português João Almeida admitiu ter partido para a 17.ª etapa da Volta a Itália em bicicleta a pensar "mesmo" que ia perder a camisola rosa, mas a verdade é que voltou a deixar bons sinais e a quatro etapas do final mantém-se líder do "Giro".

Foi uma etapa difícil com muita escalada, mas a minha equipa esteve uma vez mais perfeita.

"É bom estar ser o 'camisola rosa' por mais um dia. A equipa Sunweb tentou atacar na última subida, mas eu sentia-me bem e fui capaz de responder.
João Almeida
Líder da Volta a Itália em bicicleta

Num troço difícil com mais de 200 quilómetros e diversas contagens de montanha, Almeida, de 22 anos, andou sempre por perto dos principais rivais, atento a eventuais ataques, e foi premiado com os mínimos: segurou a vantagem de 17 segundos conseguida na terça-feira.

O dia sorriu também a outro português. Depois de já ter atacado o prémio de montanha na véspera, Rúben Guerreiro voltou a partir à caça de pontos, foi o primeiro a passar em duas contagens e conseguiu os suficientes para recuperar a posse da camisola azul, símbolo da liderança entre os "trepadores" da prova italiana.

O ciclista da EF Pro Cycling soma agora 198 pontos, mais 50 que o italiano Giovani Visconti, o anterior dono da "azul".

O vencedor do dia foi Ben O'Connor, o segundo da etapa de véspera. Desta vez, o australiano foi mais forte nos metros finais da derradeira subida e celebrou no pódio.

A etapa desta quinta-feira é vista como a mais dura das três semanas de Volta a Itália em bicicleta, inclui o "mítico" Passo de Stelvio, uma "subida incrível", nas palavras de João Almeida e da qual o português diz gostar muito: "É linda, já a fiz e estou muito entusiasmado".

A 18.ª etapa vai prolongar-se por 207 quilómetros, com partida em Pinzolo e meta em Laghi di Cancano, com duas subidas de primeira categoria e uma delas muito perto da meta. Uma prova de fogo para a dupla de portugueses em destaque no "Giro" deste ano.