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Covid-19: Hospitais da Bélgica à beira da ruptura

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Covid-19: Hospitais da Bélgica à beira da ruptura
Direitos de autor  Francisco Seco/AP
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Os hospitais da Bélgica estão a atingir o ponto de saturação. A unidade na cidade de Liége já não consegue dar resposta a todos os doentes que chegam infetados pela Covid-19.

Além do problema das infra-estruturas, falta pessoal ao ponto da administração ter pedido aos profissionais de saúde com teste positivo, mas assintomáticos, que continuem a trabalhar.

"O problema é que nossa situação está cada vez pior, de dia para dia, e estamos a chegar a um ponto crítico. Todos os dias tentamos encontrar soluções, camas e pessoal. A equipa é o nosso principal problema, agora, porque 20% dos seus membros estão em casa devido à Covid-19. Chega-se a um ponto em que já só temos más soluções e estamos a chegar agora a esse ponto", disse Alexander Ghuysen, chefe da unidade de cuidados intensivos do Hospital Universitário de Liége, em entrevista à euronews.

O país tem uma das piores taxas de infeção por 100 mil habitantes na União Europeia. A situação não melhorou com as várias restrições decretadas pelas autoridades desde 15 de outubro e está longe de atingir o pico.

"Os epidemologistas disseram-nos que quando chegarmos ao ponto de saturação na Bélgica, ficaremos nessa situação ao longo de meses. Antevejo que só poderemos tratar outros doentes que não os da Covid-19 a partir de janeiro. Portanto, será um longo inverno para os profissionais de saúde da Bélgica", explicou Philippe Devos, presidente da Associação Belga de Sindicatos Médicos.

As autoridades belgas vão reunir-se, na sexta-feira, dia seguinte à cimeira da União Europeia destinada a coordenar esforcos em todos os Estados-membros. A Bélgica poderá vir a transferir doentes para países vizinhos, nomeadamente o Luxemburgo.