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Hungria e Polónia travam "bazuca" contra a crise na UE

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Hungria e Polónia travam "bazuca" contra a crise na UE
Direitos de autor  Francisco Seco/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
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De Isabel Marques da Silva & Sandor Sziros
Publicado a •Últimas notícias
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O Parlamento Europeu não está disposto a renegociar o acordo com o Conselho da UE só para ultrapassar o veto da Hungria e da Polónia e espera que esses governos sejam mais solidários.

Os governos da Hungria e da Polónia puseram um travão no orçamento da União Europeia para os próximos sete anos. Os embaixadores das representações dos dois Estados-membros não subscreveram um texto apresentado, segunda-feira, pela presidência da União Europeia a cargo da Alemanha.

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Em causa está a criação de um novo mecanismo para condicionar a distribuição dos fundos europeus ao respeito pelos Estado de direito nos termos ditados pelo acordo alcançado com o Parlamento Europeu, a 10 de novembro.

“O que vemos na mesa em nome do Parlamento Europeu e em nome do próprio Conselho da União Europeia, que agora é liderado pela Alemanha, não é um sistema com critérios objetivos e não é possível fazer uma discussão sobre o assunto com base nos critérios estabelecidos", disse Zoltán Kovács, porta-voz do governo húngaro, em entrevista à euronews.

"Temos sido muito claros desde o início, a Hungria não mudou sua posição sobre os chamados critérios sobre o que é o Estado de direito. Pensamos que a mais recente proposta nada mais é do que chantagem política", acrescentou.

Voto por unanimidade

O orçamento, que prevê um fundo de recuperação específico para afrontar os efeitos da pandemia, deverá começar a ser distribuído em 2021.

No total são 1,8 biliões de euros em subvenções e empréstimos e qualquer atraso pode ser devastador para a economia em recessão. Mas a chamada "bazuca" tem de ter voto unânime dos 27 países.

“Enquanto não houver unanimidade, não se podes adotar o pacote e o dinheiro não pode ser desembolsado para quem dele está à espera. Há milhares de pequenas empresas que estão à beira da falência e que aguardam por algum deste dinheiro. Milhões de cidadãos também estão à espera destes fundos. Não nos resta muito tempo", afirmou Daniel Freund, eurodeputado alemão dos verdes.

O Parlamento Europeu não está disposto a renegociar o acordo com o Conselho da UE só para ultrapassar o veto da Hungria e da Polónia e espera que esses governos sejam mais solidários.

"Orbán está a deixar em suspenso toda a União, tem como refém toda a resposta à crise económica. E não o faz em nome de algo significativo, mas para poder continuar a roubar fundos europeus para seu ganho pessoal", disse Daniel Freund.

A negociação passa agora para a reunião por videoconferência dos chefes de Estado e de governo da União, na quinta-feira.

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