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Hungria preparada para consequências do veto na UE

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Orbán preparado para o braço de ferro com Bruxelas
Orbán preparado para o braço de ferro com Bruxelas   -   Direitos de autor  Johanna Geron/AP
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É um braço de ferro pelo respeito do Estado de Direito. Hungria e a Polónia usam o poder de veto para bloquear o orçamento da União Europeia para os próximos sete anos e fundo de recuperação da pandemia.

Os dois países têm abertos procedimentos de infração por violação dos valores europeus e não querem que a atribuição de fundos seja indexada ao respeito das normas do Estado de Direito.

Budapeste e Varsóvia dizem-se preparados para qualquer embate financeiro e mostram as contas públicas como prova. O PIB desce este ano menos do que a média dos 27; A dívida pública baixa em linha com a média da União Europeia.

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Previsão do crescimento do PIB em 2020Euronews

A Hungria anunciou um reforço das reservas em moeda estrangeira e dias antes do veto em Bruxelas emitiu com sucesso dois mil e quinhentos milhões de euros de obrigações do Estado no mercado internacional.

Attila Weinhardt analista de mercados na portfolio.hu, considera que "devido a estes fatores, mesmo em profunda recessão e com a incerteza relativa aos fundos da União Europeia, o orçamento húngaro encontra-se numa posição estável". Em entrevista à Euronews acrescenta que Budapeste "não mostra vulnerabilidade que permita ser chantageado ou levado a mudar a orientação" e que, atendendo às declarações públicas, "não há possibilidade de pressionar o governo húngaro o suficiente para o fazer assinar um acordo que não quer subscrever".

Nos mercados húngaros, só as praças de câmbios acusaram nervosismo, com uma pequena corrida à troca de moeda húngara por euro, dólar e ouro. Para os corretores, esta alteração nada teve a ver com o que se estava a passar em Bruxelas.

Dávid Ablonczy diz que o forint húngaro "ficou mais forte em relação ao euro". Um euro comprava 355 forints - um valor muito elevado, se comparado com anos anteriores, mas muito bom na atual conjuntura. O dono da Correct Change justifica assim a elevada compra de dólares e euros. Na casa de câmbios que gere, esgotaram-se as reservas, mas apenas por uns dias.

Muitos analistas ocidentais assumiram que Viktor Orbán está a fazer bluff, porque a Hungria precisa dos fundos como qualquer outro Estado-membro. Budapeste parece ter-se preparado para as consequências económicas e para já a população não se mostra preocupada.