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Rússia poderia distribuir na UE a sua vacina contra a Covid-19

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Rússia poderia distribuir na UE a sua vacina contra a Covid-19
Direitos de autor  Vladimir Chizhov Euronews
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Todos os países do mundo têm agora um inimigo comum: o coronavírus SARS-CoV-2. Mas poderão a União Europeia e a Federação Russa juntar-se para combater a pandemia? Este é o tema da entrevista com o Representante Permanente da Rússia junto da União Europeia (UE), Vladimir Chizhov.

Andrei Beketov/euronews: A Comissão Europeia já assinou vários contratos com empresas farmacêuticas de diversos países para o fornecimento da vacina contra a Covid-19. A Rússia vai oferecer a sua vacina ?

Vladimir Chizhov/embaixador da Rússia para a UE: A primeira vacina que foi certificada a nível mundial é russa, a Sputnik-V. No entanto, dada a ampla disseminação da pandemia, surge a questão não apenas da disponibilidade da vacina em si, mas também da disponibilidade de infra-estruturas para a sua produção e posterior distribuição. A este respeito, a Federação Russa convida outros países a estabelecerem uma unidade de produção da vacina desenvolvida pelos cientistas russos. Tanto quanto sei, existe um Estado-membro da União Europeia que está disponível para acolher essa unidade: a Hungria.

Andrei Beketov/euronews: O que fazer face à falta de confiança na vacina Sputnik-V? Os mercados não reagiram ao anúncio da forma como fizeram, por exemplo, no caso dos anúncios de vacinas da Modena e da Pfizer-BioNTech.

Vladimir Chizhov/embaixador da Rússia para a UE: A confiança é criada por pessoas, incluindo, em grande medida, pelos seus colegas jornalistas. A base para criar essa confiança é fornecida pelos resultados dos testes realizados sobre a eficácia das vacinas. Já desenvolvemos duas vacinas mas apenas existem dados sobre a Sputnik-V, sendo a eficácia de 92%. Mas não acho que esteja em causa uma competição. As fórmulas que permitiram chegar às vacinas não deveriam ser secretas.

Andrei Beketov/euronews: A Rússia precisa de alguma ajuda da União Europeia a este respeito?

Vladimir Chizhov/embaixador da Rússia para a UE: Já temos a nossa própria estrutura para a vacina e é suficiente para os cidadãos russos.

Andrei Beketov/euronews: Tanto em Moscovo como aqui em Bruxelas, a situação deverá evoluir no sentido de flexibilizar as medidas de confinamento durante o Natal e o Ano Novo?

Vladimir Chizhov/embaixador da Rússia para a UE: Receio que o relaxamento das medidas devido à quadra das festas possa resultar numa terceira vaga. Uma mudança radical da situação só será possível com a disponibilidade de uma vacina eficaz em quantidades suficientes. Isso não vai acontecer antes do Natal, na minha opinião, e penso que todos o compreendem.