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Governo "fecha" feriados: As regras do novo Estado de Emergência

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António Costa aunciou sábado as regras para o novo Estado de Emergência
António Costa aunciou sábado as regras para o novo Estado de Emergência   -   Direitos de autor  AP Photo/Armando França
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Portugal superou sábado as 250 mil infeções ao somar mais 6.472 ao quadro da epidemia de Covid-19 no país, tendo agora um total de 255.970 casos confirmados desde a entrada do SARS-Cov-2 no território nacional.

Houve ainda mais 62 mortes a lamentar, um agravamento de mais 31 casos ativos e a boa notícia de 6.379 pessoas recuperadas da infeção pelo novo coronavírus.

O dia ficou contudo marcado pelo anúncio das medidas para o novo período de Estado de Emergência, que começa às 00h de terça-feira e se prolonga até 8 de dezembro, inclusive, definindo para os níveis mais altos de risco os dois feriados incluídos como dias de fim de semana, isto é, com o recolher obrigatório e o encerramento de estabelecimentos comerciais ente as 13 horas e as 05h.

Portugal foi agora dividido em quatro níveis de alerta, medidos pelo número de casos ativos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Neste próximo período de Estado de emergência, os dois níveis mais altos ("muito elevado", com mais de 480/ 100 mil, e "extremamente elevado", com mais de 960/100 mil) vão ter regras semelhantes.

No terceiro nível menos grave ("elevado", com menos de 479/100 mil), mantém-se apenas o recolher obrigatório entre as 23h e as 05h em todos os dias, o encerramento de estabelecimentos comerciais às 22h e de restaurantes e equipamentos culturais às 22h30.

Abaixo dos 240 casos/100 mil habitantes, considera de risco "moderado" e onde se inserem 65 concelhos, o Governo impõe apenas as medidas básicas do Estado de Emergência:

  • uso obrigatório de máscara na rua e também nos locais de trabalho coletivos ou sem separação física;
  • controlo de temperatura e possibilidade de testagem a estudantes, profissionais do ensino e da saúde, e em lares de idosos
  • tolerância de pontos aos funcionários públicos, suspensão do ensino e apelo à dispensa de trabalhadores no privado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, que normalmente seriam de ponte para os feriados;

Mais informação sobre o novo Estado de Emergência aqui.

Anunciada ficou já, entretanto, a praticamente certa renovação do Estado de Emergência, que se deverá manter em Portugal durante o período de Natal e Passagem de Ano, sendo no entanto necessário esperar mais algum tempo, referiu o primeiro-ministro António Costa, até ser possível definir com maior precisão e eficiência as medidas a adotar nessa altura.

Tudo vai depender do comportamento da sociedade e de como se vai conseguir travar os contágios em território nacional, avisaram repetidamente nestes últimos dias António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, respetivamente os chefes de Governo e de Estado.

Temos de persistir, com a determinação com que o temos feito, para continuar não só a travar o ritmo de crescimento, mas para inverter a situação (epidemiológica no país)
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

Espanha

No segundo país mais afetado pela pandemia na União Europeia, com mais de 1,5 milhões de casos e 42 mil mortes, a situação melhorou ligeiramente, mas continua grave, alertou o ministro da Saúde.

Salvador Illa revelou ainda que a vacinação espanhola contra a Covid-19 deverá começar em janeiro e não será obrigatória.

Na Catalunha, o governo regional decidiu que as salas de concertos vão poder reabrir a partir de segunda-feira com uma lotação máxima de 50% da respetiva capacidade.

Grécia

No sudoeste da União Europeia, a Grécia sofreu um novo recorde diário de mortes, com o registo de mais 108, para um total de 1.527 fatalidades ligadas ao SARS-Cov-2.

Um alto responsável do centro grego de doenças infeciosas avisou ser muito cedo para relaxar as medidas de contenção no país.

O diretor da Unidade de Cuidados Intensivos do hospital Papanikolaou, em Salónica, revelou medo da terceira vaga, já prevista para janeiro ou fevereiro, porque a "situação é desesperante e os cuidados intensivos já estão cheios".

Sérvia

Com mais 5.700 infeções e 28 mortos adicionados este sábado ao quadro da epidemia, incluindo Irinej Bulovic, o líder da igreja ortodoxa local, a Sérvia decidiu também agravar as restrições a partir de terça-feira e durante pelo menos dez dias.

À Euronews, a ministra sérvia do Bem Estar Social, responsável pela resposta oficial ao novo coronavírus, garantiu não ter para já sobre a mesa o confinamento geral no país.

Darija Kisic Tepavcevic diz no entanto tratar-se de "uma epidemia em constante reavaliação" e admite mudanças "nos próximos dias".

Dinamarca

Notícia nas últimas semanas pela decisão ilegal de abater milhões de martas infetadas sob suspeita de serem portadoras de uma nova estirpe de Covid, a Dinamarca foi palco este sábado do protesto de meio milhar de profissionais da criação de animais que exigem a demissão do governo devido à gestão da epidemia.

As autoridades de saúde dinamarquesas estão também a ser criticadas, inclusive pela OMS, por não fazerem o suficiente para quebrar as cadeias de contágio, ao não acompanharem devidamente um máximo de pessoas que tenha estado em contacto com infetados confirmados.

Nome do jornalista • Francisco Marques

Outras fontes • El País, Kathimerini, Tanjug, Politiken