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Acusação de "idiotice criminosa" na morte de Maradona

De  Francisco Marques
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Assistência a Maradona está a ser criticada pelo advogado da estrela argentina
Assistência a Maradona está a ser criticada pelo advogado da estrela argentina   -   Direitos de autor  AP Photo/Natacha Pisarenko
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Matías Morla, o advogado de Diego Armando Maradona, emitiu um comunicado a criticar duramente a derradeira assistência médica prestada ao antigo futebolista.

É inexplicável que durante 12 horas o meu amigo não tenha tido a atenção nem tenha sido controlado pelo pessoal de saúde mobilizado para esse fim.

"A ambulância demorou mais de meia hora a chegar. Foi uma idiotice criminosa.
Matías Morla
Advogado de Diego Maradona

O representante legal defende que "o sucedido não deve ser ignorado" e garantiu que irá "pedir para que se investigue até ao fim das consequências. "Como me dizia Diego: és o meu soldado, atua sem piedade", escreveu Morla.

Leopoldo Luque, o médico pessoal, terá sido o último profissional de saúde a ver Diego Maradona vivo. Algo reservado perante os jornalistas, Luque deixou apenas duas curtas frases aos meios de comunicação.

Sinto um profundo pesar e estou a acompanhar a família.

Estamos todos a sofrer com esta perda. Uma perda a nível mundial de uma pessoa de valor incalculável.
Leopoldo Luque
Médico pessoal de Diego Maradona

Messi e Ronaldo juntos no adeus

As reações internacionais à morte de Maradona têm surgido de todo o mundo e de várias áreas, incluindo da política europeia.

De Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ao primeiro-ministro de Itália ou ao presidente de França.

Emmanuel Macron emitiu um comunicado no portal oficial do Eliseu, afirmando, a abrir, que "a mão de Deus colocou um génio do futebol na terra".

A morte de "D10S"

Conhecido como "El Pibe de Oro" e mais recentemente pelo jogo de palavras e números "D10S", Diego Maradona tinha celebrado 60 anos a 30 de outubro.

Poucos dias depois foi internado devido a distúrbios alimentares, relacionados a abstinência do excessivo consumo de álcool. Num exame de rotina foi-lhe detetado um hematoma subdural, que o obrigou a passar por uma intervenção cirúrgica de urgência ao cérebro, a 3 de novembro.

A intervenção terá corrido bem, garantiu Leopoldo Luque, e o argentino teve alta hospitalar para prosseguir a recuperação em casa, junto da família e com assistência médica permanente.

O futebolista, entretanto tornado treinador e atualmente ligado ao Gimnasia de La Plata, morreu quarta-feira à tarde, em Buenos Aires, vítima de paragem cardiorrespiratória.

Outras fontes • Clarín, Diário Olé