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"Os direitos das mulheres polacas estão a ser atacados"

Polícia usa gás lacrimogéneo contra deputada da oposição, Barbara Nowacka
Polícia usa gás lacrimogéneo contra deputada da oposição, Barbara Nowacka Direitos de autor Czarek Sokolowski/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De  Euronews
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Quinta semana de protestos pelos direitos das mulheres polacas e contra a proposta de lei que proíbe aborto em caso de malformação do feto.

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Passaram cinco semanas e nem por isso os protestos contra a polémica proposta de lei sobre o aborto na Polónia perderam vigor. Em Varsóvia, mas também em Gdansk ou Cracóvia, milhares de manifestantes voltaram às ruas para dizer "não" às intenções do governo ultraconservador. Quando a polícia tentou dispersar a multidão, os ânimos exaltaram-se.

Urszula Zielińska, deputada do partido Os Verdes, afirma que "os direitos das mulheres polacas estão a ser atacados. A prova mais evidente é que as mulheres ainda têm de lutar por direitos básicos, como o de não ser obrigada a dar à luz um bebé morto e de não ser forçada a carregá-lo durante nove meses".

Czarek Sokolowski/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
Protestos em VarsóviaCzarek Sokolowski/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.

Os protestos eclodiram quando o Tribunal Constitucional polaco decretou ser ilegal o aborto em caso de malformação do feto, indo ao encontro de uma proposta de lei do governo que dificulta ainda mais a interrupção voluntária da gravidez neste país.

Simbolicamente, esta manifestação decorreu no dia em que se celebravam 102 anos desde que as mulheres polacas conquistaram o direito a votar.

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