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Marcelo Rebelo de Sousa é recandidato à Presidência de Portugal

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Marcelo Rebelo de Sousa espera poder ajudar Portugal a sair da crise e a ser um melhor país
Marcelo Rebelo de Sousa espera poder ajudar Portugal a sair da crise e a ser um melhor país   -   Direitos de autor  AP Photo/Kamil Zihnioglu, Arquivo
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Marcelo rebelo de Sousa é oficialmente recandidato à presidência da República de Portugal.

O conhecido professor catedrático de direito jubilado e antigo líder do Partido Social Democrata (PSD) vinha a retardar o anúncio há meses, mas agora, a poucos dias de completar 72 anos (12 de dezembro), decidiu oficializar aquilo de que poucos duvidavam.

Apelidado como "o presidente dos afetos", mas a viver uma estranha época natalícia onde o contacto físico com o povo de que tanto gosta é totalmente desaconselhado devido à pandemia, Marcelo confirmou a recandidatura na pastelaria Versailles, ao lado do Palácio de Belém, o mesmo local que lhe serviu de sede de campanha há cinco anos.

O atual Presidente da República Portuguesa disse ter adiado o anúncio para depois de importantes decisões que tinha na mesa e que não pretendia tomar enquanto candidato.

"Quem avança para esta eleição é exatamente o mesmo que avançou há anos. Sou exatamente o mesmo", garantiu o agora recandidato.

Marcelo define-se como "orgulhosamente português e, por isso, universalista; convictamente católico e, por isso, dando primazia à dignidade da pessoa, ecuménico e contrário a um Estado confessional; assumidamente republicano e, por isso, avesso a nepotismos, clientelismos e corrupções; determinadamente social-democrata e, por isso, defensor da democracia e da liberdade."

Com a Covid-19 a marcar o ano pela negativa, tem sido Marcelo o arauto dos Estados de Emergência com que depois o Governo de António Costa, com apoio do principal partido da oposição, o PSD, tem limitado a liberdade dos portugueses.

Ainda assim, a maioria do povo parece continuar ao lado de Marcelo. As últimas sondagens colocam o favoritismo no atual presidente com mais de 60 por cento dos votos, o que a confirmar-se lhe garante a vitória logo à primeira volta, muito à frente de Ana Gomes (16%), a segunda preferida, e de André Ventura e Marisa Matias, ambos na casa dos 6%.

Há ainda mais cinco pré-candidatos, mas com pouca expressão nas intenções de voto.

As presidenciais de 2021

No dia 24 de novembro, o Presidente da República marcou as eleições presidenciais para 24 de janeiro de 2021.

As candidaturas têm de ser apresentadas formalmente perante o Tribunal Constitucional até 30 dias antes das eleições, 24 de dezembro, propostas por um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 eleitores, e a campanha eleitoral decorrerá entre 10 e 22 de janeiro.

Nos termos da lei, se nenhum dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, excluindo os votos em branco, haverá um segundo sufrágio, 21 dias depois do primeiro, entre os dois candidatos mais votados - neste caso, será em 14 de fevereiro.

O próximo Presidente da República tomará posse perante a Assembleia da República no dia 09 de março de 2021, último dia do atual mandato de cinco anos de Marcelo Rebelo de Sousa.

Os apoios partidários

Em 26 de setembro deste ano, o Conselho Nacional do PSD aprovou uma moção de apoio à possível recandidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, proposta pela direção do partido, com 87% de votos a favor.

Por sua vez, o PS decidiu que a orientação para as eleições presidenciais será a liberdade de voto, sem indicação de candidato preferencial.

Contudo, a moção aprovada em 07 de novembro pela Comissão Nacional do PS, órgão máximo entre Congressos, refere uma "avaliação positiva" do mandato do atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, embora também saúde a candidatura da socialista Ana Gomes.

Editor de vídeo • Francisco Marques