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Hungria e Polónia ignoram ultimato sobre orçamento da UE

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De  Isabel Marques da Silva  & Sandor Sziros
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Hungria e Polónia ignoram ultimato sobre orçamento da UE
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Os líderes húngaro e polaco não parecem afetados por ameaças veladas de um plano B sobre o orçamento da União Europeia. A nível diplomático havia um ultimato para desbloquear o impasse até esta terça-feira, mas não surtiu efeito.

A ideia é que apenas 25 países aprovem o fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros para fazer face à pandemia de Covid-19 (2021 a 2023), deixando o resto do orçamento para sete anos (2021-2027) em espera.

"É difícil interpretar alguma ficção científica que se anda fazer e fabricar uma posição de política externa nessa base. Tudo o que posso dizer é que a posição húngara não é nova. A posição húngara não mudou ao longo dos anos. Rejeitamos vincular o uso de fundos europeus, de dinheiro comum, a considerações políticas indefinidas sobre Estado de direito", disse Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria.

Braço-de-ferro na (longa?) cimeira

O veto por causa do novo mecanismo para o respeito pelo Estado de direito criou um braço-de-ferro que vai durar até à cimeira da União, na quinta e sexta feira, com todos os líderes em Bruxelas.

Se ficarem de fora do novo fundo de recuperação, a Polónia perde 23 mil milhões de euros e a Hungria mais de quatro mil milhões de euros, mas parecem querer pagar o preço em nome dos milhares de milhões de euros do orçamento para sete anos.

"isso significaria um isolamento realmente sério para ambos os países a nível do panorama comunitário. Penso que não é rebuscado argumentar que isso resultaria em crises internas significativas para ambos os governos nos seus países. Seria muito difícil argumentar porque é que se justifica que a economia nacional e sociedade se vejam privadas desse pacote de dinheiro crucial", disse o analista político Dániel Hegedűs, do centro de estudos The German Marshall Fund of the US.

O fundo de recuperação tem subsídios e linhas de crédito para todos os países da União, mas os principais beneficiários serão os mais afetados pela crise pandémica, sobretudo na Europa do Sul.