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Produtores belgas receiam incerteza nas relações com o Reino Unido

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De  Joao Duarte Ferreira
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Produtores belgas receiam incerteza nas relações com o Reino Unido
Direitos de autor  Euronews/Jack Parrock
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A exportação de produtos agrícolas corresponde a pouco mais de 5% do PIB na Bélgica, a produção anual é estimada em 330 mil toneladas.

A falta de acordo entre a UE e o Reino Unido poderá ter um impacto devastador entre os produtores.

O principal problema, dizem, é a incerteza.

"Tradicionalmente também exportamos para fora da UE por isso estamos habituados, enquanto organização, e os nossos parceiros comerciais são outras empresas habituadas a lidar com as especificações. É só que em relação ao Reino Unido vemos uma mudança no equilíbrio", adianta Marc Evrard, diretor comercial da cooperativa Belgian Fruit Valley.

Nos leilões de fruta na Bélgica a preocupação é que as novas tarifas possam distorcer os preços, tanto para cima, como para baixo.

As exportações cobrem muitos tipos diferentes de produtos agrícolas mas aqui as peras são o principal produto e 8% destinam-se ao mercado britânico.

O correspondente da euronews, Jack Parrock, adianta:

"Enquanto aqui os produtores estão preocupados com as quantidades e os preços, dizem que no caso de ausência de acordo um dos principais problemas será a cadeia de abastecimento. E tal como acontece nesta linha de embalamento, basta um problema para afetar o resto da cadeia".

A ausência de acordo pode resultar em bloqueios de ambos os lados do canal enquanto as autoridades alfandegárias verificam se as empresas britânicas que importaram esta fruta pagaram as taxas respetivas.

Os pomares encontram-se encerrados no inverno mas os economistas belgas afirmam que por alturas da primavera a economia terá que se ter adaptado às novas circunstâncias.

"Não se trata apenas da proximidade relativamente ao Reino Unido no nosso caso que somos uma pequena economia e enviamos tudo diretamente, mas também enviamos indiretamente através das cadeias europeias de valor. Trata-se de uma mensagem importante que do lado europeu é agora bem compreendida", adianta Hylke Vandenbussche, professora de economia internacional na Universidade de Lovaina na Bélgica.

Muitos dos veículos pesados dirigem-se para Calais para atravessarem o canal mas ninguém sabe ao certo quão fácil será essa travessia a partir de janeiro.