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Revista do Ano 2020 na União Europeia

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Revista do Ano 2020 na União Europeia
Direitos de autor  Jean-Francois Badias/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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No início, tal como aconteceu com muitas pessoas, a União Europeia foi apanhada de surpresa.

O risco para a Europa proveniente do novo coronavírus era baixo, tratava-se de um problema localizado na China, dizia a Comissão Europeia.

O comissário encarregado pela gestão de crises, Janez Lenarčič, recomendava a “suspensão ou adiamento de todas as deslocações não-essenciais para a China".

Mas no espaço de três semanas, esta doença fatal começou a dizimar o norte de Itália.

Milhares de hospitalizações todos os dias, centenas de mortos, o sistema de saúde sob uma enorme pressão.

Muitos italianos perguntaram, e com razão, onde está a solidariedade europeia?

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen respondeu com um pedido de desculpas.

"Demasiados estiveram ausentes quando a Itália necessitou de ajuda no início desta crise. E sim, por isso, é correto que a Europa inteira ofereça um pedido de desculpa", afirmou a alta funcionária.

Ao chegarmos à primavera, o vírus estava bem implantado na Europa.

Um a um, os países encerraram as fronteiras e implementaram confinamentos sem precedentes.

"Neste tempo de crise, o instinto e a memória dos estados membros da UE levou-os a reclamar poderes de decisão e a sua soberania", afirmava Matina Stevis-Gridneff, correspondente em Bruxelas do diário norte-americano, New York Times.

O editor político da euronews, Darren McCaffrey acrescenta:

"Mas foi aqui em julho que ocorreu o momento mais significante do ano para a União Europeia. Após dias e dias de negociações, os líderes chegaram a acordo quanto a um pacote sem precedentes. Sem precedentes, porque pela primeira vez, a União decidiu emitir dívida conjunta. Um fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros".

A pandemia e os desafios particulares que coloca levaram a União Europeia a avançar numa questão que há muito dividia os estados-membros.

Esta a posição defendida por Rebecca Christie, do grupo de reflexão Bruegel Think Tank.

"Não queriam tomar decisões em grupo sobre como gastar e como pedir emprestado. O que a pandemia conseguiu foi criar uma resposta conjunta e foi isso que aconteceu", afirma.

A segunda vaga do vírus, apesar de prevista, atingiu a Europa em força, primeiro nos países da Europa central e de leste".

A cada 17 segundos morria um europeu.

A União Europeia não se poupou a esforços para alertar para a gravidade da situação.

"Se houver pessoas que não acreditam ou negam esta ameaça, mandem-nas falar comigo", dizia Margaritis Schinas, vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas.

Mas foram criadas vacinas e com elas renasceu a esperança.

A comissão europeia comprou centenas de milhões de doses - para garantir o acesso a todas as pessoas.

“Poucos dias depois do nosso contrato com a BioNTech e a Pfizer, posso anunciar um novo acordo", anunciou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

2020 tem sido um ano como não há memória.

A solidariedade europeia esteve sob enorme pressão.

Mas se já vemos luz ao fundo do túnel, ninguém sabe ao certo como e quando esta crise terminará.