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Agentes funerários da Saxónia deixam alerta

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De  Kate Brady
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Agentes funerários da Saxónia deixam alerta
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Na Alemanha, continua a subir o número de novas infeções e de mortes relacionadas com a Covid-19.

O estado da Saxónia, neste momento o mais atingido pela pandemia, tem registado um número desproporcional de mortes associadas ao coronavírus. No final do ano, as vítimas mortais no estado representavam quase um décimo do total de óbitos a nível nacional.

Benjamin e Adriana Wolf são agentes funerários e recebem até quatro vezes mais pedidos de que o habitual. O tempo médio entre uma morte e um funeral é agora de pelo menos quatro semanas.

Tivemos de recolher muitos falecidos em lares de idosos. Em alguns casos, fomos à mesma instituição duas vezes num dia ou três vezes numa semana. E assistimos a situações muito dolorosas: quando os funcionários dizem entre si, bem, o Sr. Tal será o próximo”, conta Benjamin Wolf.

Na Saxónia, existem 10 crematórios que fornecem cerca de 1.700 espaços em armazenamento refrigerado. Neste momento, estão a lutar para garantirem as cremações. Em alguns lugares, os caixões foram empilhados uns em cima de outros, noutros foram transferidos para armazéns improvisados.

Em Dresden, capital da Saxónia, as autoridades pedem uma coordenação mais centralizada por parte do governo regional.

Eva Jähnigen, vereadora para o Meio Ambiente e Economia Municipal, explica que estão a ser analisadas todas as possibilidades para apoiar as funerárias e aliviar as instalações médicas. “Os crematórios de outros estados federais estão a ajudar-nos com as cremações e também estamos a preservar os falecidos, por enquanto, para que os possamos cremar depois”, adianta a vereadora.

A esperança é que as vacinas e as restrições façam descer o número de mortes. Mas as previsões indicam que os casos e as mortes vão aumentar nas próximas semanas.