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Restrição de viagens não essenciais na Bélgica

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De  Pedro Sacadura
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Restrição de viagens não essenciais na Bélgica
Direitos de autor  Gorm Kallestad/Gorm Kallestad / NTB
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Com asas cortadas e sem clientes, para as agências de viagens belgas asfixiadas pela pandemia de Covid-19 o futuro próximo é tudo menos um destino de sonho.

A interdição de viagens não essenciais que o Governo considera crítica para deter o avanço da doença é o prenúncio de dores de cabeça adicionais para muitos operadores do setor.

O grupo Connections, por exemplo, dá conta de um encerramento de 20% das agências por causa da pandemia e de uma redução dos recursos humanos em um terço.

"Não vendemos quaisquer viagens novas desde 15 de março do ano passado. O negócio teve uma quebra de cerca de 88%. Em condições normais, o grupo Connections teria um volume de 180 mil passageiros por dia. No ano passado, não tivemos quaisquer reservas novas", sublinhou Frank Bosteels, porta-voz do grupo Connections.

O cenário é o mesmo em toda a Europa, onde os trabalhadores do setor do turismo são vítimas de primeira linha da pandemia.

As esperanças de recuperação, antes do próximo verão, começam, gradualmente, a cair por terra. A estratégia a concretizar pelo Governo belga, de restringir viagens de lazer e turismo, enfureceu muitos operadores.

"Consideramos que teria sido possível deixar as pessoas viajar, de forma Controlada, se as medidas tivessem sido postas em marcha. Lamentamos que um ano depois do arranque da pandemia, nada tenha sido realmente feito para tornar as viagens, realizadas de forma segura, possíveis", acrescentou Frank Bosteels.

Na cimeira virtual da União Europeia desta quinta-feira, os líderes políticos desencorajaram as viagens não essenciais. Uma posição encarada como uma "luz-verde" para os Estados-membros apertarem as medidas de contenção da pandemia.

Significa que para os turistas, belgas ou de outras partes da Europa, uma escapada para um destino com sol, não passa, para já, de uma miragem.