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Países dos Grandes Lagos reiteram apoio a presidente da RCA

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De  Neusa Silva
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João Lourenço, Presidente de Angola
João Lourenço, Presidente de Angola   -   Direitos de autor  LUSA
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O fim do embargo de armas ao governo da República Centro-Africana pode ser uma das chaves para resolver o conflito no país. Esta é uma das conclusões da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, reunida esta sexta-feira em Luanda. O presidente angolano, João Lourenço, presidiu à cimeira que reiterou o apoio dos países da região ao presidente Fauste Touadera, eleito a 27 de dezembro. Uma eleição contestada por gupos rebeldes, que não têm tido dificuldades em adquirir armas e contratar mercenários.

João Lourenço – Presidente de Angola e da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos

“Não podemos observar de forma passiva a situação inaceitável que se desenrola naquele país, cujo governo legítimo está inexplicável e injustamente condicionado pela Resolução 2536 de 2020 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no que respeita à sua função essencial de garantir a segurança e a protecção das populações.”

Os chefes de Estado e de Governo presentes na mini-cimeira apelaram a todos os intervenientes para resolverem os seus diferendos de forma pacífica e expressarem a sua oposição de forma não-violenta, pedindo também aos grupos rebeldes que observem um cessar-fogo unilateral, um recuo das suas posições e o fim do cerco à capital, Bangui. Condenaram, também, a violência exercida sobre as populações e reclamaram justiça.

A Conferência Internacional dos Grandes Lagos volta a reunir dentro de dez dias, para analisar o evoluir da situação e estudar soluções para o fim do conflito na RCA.