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Comissão Europeia debaixo de fogo pelos atrasos na vacinação

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Comissão Europeia debaixo de fogo pelos atrasos na vacinação
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A incerteza sobre o número de lotes e a data de entrega leva os governos a ajustarem, quase diariamenta, a estratégia de vacinação contra a Covid-19, que começou há cinco semanas, na maioria dos países da União Europeia.

“As quantidades entregues ficam muito abaixo do esperado, o que significa que as frases de vacinação que tínhamos previsto ao nível dos idosos, nomeadamemte dos que residem em lares, e do pessoal do setor da saúde, sofrerão um atraso muito grande em relação ao planeado. Isso significa que a vacinação de outras categorias da população, tal como os dos maiores de 65 anos com comorbilidades, tambem terão de ser adiadas", disse Inge Neven, porta-voz da unidade de coordenação contra a Covid-19 na região de Bruxelas, em entrevista à euronews.

No centro de grande controvérsia sobre a capacidade de coordenar o processo de aquisição e entrega das vacinas, a Comissão Europeia anunciou que o consórcio Pfizer-BioNTech reviu em alta o número de doses que irá entregar a partir de março (mais 75 milhões) e até ao final do ano (600 milhões).

“Acreditamos que estamos no caminho certo, desde o início desta pandemia, para garantir uma resposta europeia tão coesa e eficaz quanto possível. É nisso que esta Comissão tem vindo a trabalhar intensamente", afirmou Eric Mamer, porta-voz do executivo comunitário, segunda-feira, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Parlamento Europeu vai manter pressão

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reuniu-se com vários líderes da indústria farmacêutica, durante o fim de semana, para resolver os problemas de abastecimento no curto prazo.

Vamos manter a pressão sobre a Comissão e, por seu lado, a Comissão deve manter a pressão sobre as empresas com as quais assinou contratos.
Billy Kelleher
Eurodeputado liberal irlandês

Apesar de ter acedido a aumentar um pouco o número de doses a entregar no primeiro trimestre, a britânica Astarazena vai enviar, mesmo assim, apenas metade do que tinha prometido (40 milhões em vez de 80 milhões), o que levantou críticas também no Parlamento Europeu.

“A Comissão fez bem em desafiar a AstraZeneca. Mas a dificuldade está na fragilidade das disposições contratuais, no facto de não terem sido logo publicadas e de não haver transparência sobre a forma como foram negociadas, bem como o facto de estarem previstas poucas sanções para as empresas que não cumpram as obrigações contratuais. Vamos manter a pressão sobre a Comissão e, por seu lado, a Comissão deve manter a pressão sobre as empresas com as quais assinou contratos", disse Billy Kelleher, eurodeputado liberal irlandês.

Além dos responsaveis das farmacêuticas BioNTech/Pfizer, Moderna e AstraZeneca, cujas vacinas estão aprovadas para a União Europeia, Ursula von der Leyen falou também como os líderes de outras empresas com as quais existem contratos de compra antecipada: Johnson & Johnson, Curevac and Sanofi.