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Mario Draghi é o homem de quem se espera o impossível

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
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Mario Draghi é o homem de quem se espera o impossível
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O homem que tem agora a tarefa de salvar Itália era já conhecido por "Super Mario" muito antes de se tornar presidente do Banco Central Europeu. Uma alcunha que conquistou por, num momento como este, ter mudado o curso da crise da dívida e, provavelmente, até o da Europa.

Quando as nações da moeda única estavam afundadas em dívida e especulações sobre a própria existência do Euro, afirmou, em julho de 2012:

"...O BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o Euro e confiem em mim, será suficiente".

Essa frase mudou a dinâmica do jogo e não foi a primeira vez que ele o fez. No início dos anos 90, enquanto diretor-geral do Tesouro italiano, navegou numa crise do Mecanismo de Taxas de Câmbio da Europa, resgatou Roma de um provável incumprimento e liderou um vasto programa de privatizações.

Tudo isto enquanto um escândalo ligado a subornos em Itália varria uma geração inteira de políticos. Ocupou esse cargo durante 10 anos e com nove governos, de direita e de esquerda.

Desde o fim do seu mandato no Banco Central Europeu, em outubro de 2019, que se mantinha na sombra. Ressurge como potencial primeiro-ministro de Itália no meio de um tumulto político aliado e ligado à crise sanitária que cimentou uma outra, a nível económica.

De Draghi, espera-se que lidere um executivo tecnocrata, foi isso que lhe pediu o presidente Sergio Matarella, o derradeiro executivo gestor de crises e que faça, se possível, e mais uma vez o impossível em Itália.