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Comissário europeu visitou fábrica de vacinas na Bélgica

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De  Isabel Marques da Silva  & Stefan Grobe
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Comissário europeu visitou fábrica de vacinas na Bélgica
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Nada como ir ao terreno para saber o que se passa com a produção de vacinas contra a Covid-19. Foi o que pensou o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, que visitou a unidade na Bélgica usada pela empresa britânica Astrazeneca.

A farmacêutica disse que só vai entregar cerca de metade do que havia prometido até março, e Thierry Breton quis perceber, quarta-feira, exatamente o que anda a emperrar a engrenagem num momento crucial para a União Europeia.

“Nunca na história da Europa, e penso que posso dizer até na história da Humanidade, começámos tao rapidamente a produção industrial de novas vacinas. Portanto, é perfeitamente normal que possamos ver, aqui e ali, alguns problemas numa uma produção desta magnitude. A qualidade vem em primeiro lugar, o que pode desacelerar a produção. Mas estou muito confiante, depois do que vi aqui hoje, que conseguiremos cumprir os nossos objetivos”, disse Breton, em entrevista à euronews.

Para estar à altura dos compromissos, a AstraZeneca anunciou que vai cooperar com o fabricante alemão de vacinas IDT Biologika. As empresas estão a articular-se para acelerar a produção de vacinas para o segundo semestre.

Planos a longo prazo

Mas o comissário europeu está já a trabalhar numa estratégia de longo prazo: “Como é que dentro de 18 meses poderemos ser totalmente autónomos na produção das vacinas? Como poderemos acompanhar a evolução das estirpes do vírus, como nos organizaremos? Como analisar e testar a eficácia das vacinas contra essas novas estirpes?"

O novo grupo de trabalho criado pela Comissão Europeia para analisar estas questões pretende ter um diálogo próximo com todos os agentes, desde os cientistas aos especialistas em saúde pública e aos governos dos Estados-membros.