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Variante sul-africana do Sars-CoV2 inquieta europeus

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De  Euronews
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Variante sul-africana do Sars-CoV2 inquieta europeus
Direitos de autor  AFP
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Na região de Moselle, no leste de França, a tão temida variante sul-africana do Sars-CoV2 está a espalhar-se a um ritmo de cerca de 100 novos casos por dia. As autoridades estão a acelerar o processo de vacinação para combater uma ameaça que deixa receosas as populações.

Gérard Mehl tem 75 anos e recebeu a primeira dose da vacina: "Acabei de ser vacinado, estou bem, mas quando se ouve esta história de variantes, parece inacreditável. Eu ainda tive uma certa dúvida..."

Por toda a Europa crescem os receios pela falta de vacinas e pela eficácia das existentes, como na Roménia ou na Grécia, onde estão a começar a ser administradas as vacinas da astrazeneca, com uma eficácia menor contra a variante sul-africana. Bruxelas diz que está em diálogo com os produtores de vacinas e a preparar-se para todas as eventualidades.

Maroš Šefčovič,vice-presidente da Comissão Europeia firmou: "Gostaríamos de acelerar o processo de autorização para o ajuste das vacinas para as novas variantes. Para isso queremos ter o contacto precoce com os produtores e com a comunidade científica para nos certificarmos de que, se forem necessários alguns impulsionadores ou ajustadores para as vacinas, será muito rápido".

Portugal com metade das vacinas previstas

Mas o processo é lento. Portugal administrou até agora só 200 mil segundas doses e 333 mil primeiras doses. Dos 4 milhões de doses esperados na primeira fase, Lisboa só deverá receber 2,5 milhões.

Até agora chegaram ao território nacional 694.900 vacinas. Esta semana serão administradas mais 145 mil, para completar ciclos de vacinação.

A taxa de vacinação em Portugal é agora de 2,02% na população residente no continente. Ou seja, 5,42 doses de vacinas por 100 pessoas.

Nesta segunda-feira em que foram vacinados o primeiro-ministro, António Costa e a ministra da Saúde, Marta Temido, a boa notícia é que as infeções estão a cair. Esta segunda-feira registaram-se 1303 novos casos, e lamentam-se 90 mortes, o valor mais baixo desde 5 de janeiro.