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Líderes da UE tentam manter meta de vacinação até ao verão

De  Isabel Marques da Silva com LUSA
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Líderes da UE tentam manter meta de vacinação até ao verão
Direitos de autor  OLIVIER HOSLET/AFP
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O aumento da produção de vacinas na Europa, incluindo através de parcerias com fábricas que se associem às farmacêuticas que as conceberam, é um dos pontos-chave na reunião por videoconfererêcia, quinta-feira, dos líderes da União Europeia.

Um total de 41 fábricas em nove países da União estão a trabalhar nas vacinas contra a Covid-19, entre produção total ou só de componentes, mas Bruxelas quer reforçar este número para garantir entregas mais rápidas.

É preciso ver se será suficiente para ultrapassar os atrasos que podem colocar em risco a meta de ter 70% da população vacinada até ao final do verão.

A capacidade de adaptação às novas estirpes é também fundamental para acelerar o processo de vacinação e promover um mais rápido desconfinamento.

Nesse âmbito, estará também em debate a possibilidade de criar certificados de vacinação e a gestão das restrições à livre circulação, que afetam fortemente atividade turística, mas também o abastecimento de alguns produtos.

Para que a União Europeia esteja preparada para futuras crises do mesmo género, os líderes deverão convidar a Comissão Europeia a apresentar, até junho, um relatório "sobre os ensinamentos retirados da pandemia da Covid-19 até ao momento.

Segurança também através de maior autonomia

O segundo dia da cimeira, na sexta-feira, sera dedicado aos temas da segurança e defesa, contando com a presença do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

"A Bússola Estratégica da UE" é o nome da nova política que visa assumir uma maior responsabilidade interna pela segurança, mesmo tendo o presidente norte-americano, Joe Biden, prometido uma maior cooperação daqui para a frente.

Segundo a carta convite enviada pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, aos líderes europeus, a questão dos ciberataques e das ameaças híbridas será também abordada durante a reunião, um tema que cria "desafios muito reais para a segurança" da UE, nas palavras de Charles Michel, e que deverá estar entre as prioridades da presidência eslovena do Conselho da UE, que irá suceder à atual presidência portuguesa.