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Fukushima uma questão central dez anos depois

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Fukushima uma questão central dez anos depois
Direitos de autor  AP Photo
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Há dez anos o Japão era abalado por um terramoto mortífero.A 11 de março de 2011 a central nuclear de Fukushima foi também parcialmente destruída por um tsunami. O governo japonês e a empresa proprietária da central, a Tokyo Electric Power (TEPCO) procedem ao desmantelamento do local desde essa altura. Três dos seis reatores estão agora sob controlo: os reatores 4, 5 e 6.

Mas existe outro grande problema nas instalações onde a água contaminada é tratada. O governo está a avaliar a melhor solução que será implementada, no máximo, dentro 2 anos, após o sinal verde da autoridade de segurança nuclear, um órgão independente que supervisiona a segurança das instalações e que foi criado após o desastre de Fukushima.

O trítio é uma parte da molécula de água, com um período de radioatividade muito curto e que não permanece no corpo humano. A água tratada é armazenada em mil tanques que estarão cheios em 2022. Será necessário eliminar a água filtrada e existem duas possibilidades previstas: vaporizá-la no ar ou depositá-la no mar. Mas isso preocupa os pescadores e os agricultores locais que temem que os seus produtos voltem a sofrer com a má reputação.

Segundo as previsões, o desmantelamento da central nuclear de Fukushima estará concluído daqui a 30 ou 40 anos.

Chernobyl, por exemplo, libertou uma grande quantidade de plutónio e amerício. Portanto, Chernobyl ficará contaminada para sempre. Fukushima é uma história completamente diferente. Porque, basicamente, Fukushima libertou césio radioativo. O césio 137 tem uma duração de vida de 30 anos.
Georg Steinhauser
Professor - Universidade Leibniz - Hannover

Desde o desastre, o Japão mudou os padrões de segurança para as centrais nucleares.

As autoridades também estão a trabalhar na reconstrução das zonas descontaminadas ao redor Fukushima, para que os moradores possam eventualmente regressar.